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Companhia jovem leva dança gratuita a três cidades de SP

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A circulação de um grupo em formação transforma o palco em laboratório vivo e aproxima o público de novas vozes da dança contemporânea.

A São Paulo Companhia Jovem de Dança inicia uma agenda de apresentações gratuitas em agosto, levando dois trabalhos do repertório para diferentes cidades do estado. Com direção vinculada à São Paulo Escola de Dança, o grupo passa por São Caetano do Sul, Diadema e Bauru, ocupando teatros públicos com obras que articulam técnica e investigação artística.

Corpos que investigam o presente em cena, entre tensão, liberdade e potência de existir.

A primeira apresentação acontece em 03/08, na abertura do Festival de Dança de São Caetano do Sul. O programa reúne “Aroeira”, de Anelita Gallo, e “Carmen”, de Gisele Bellot. As duas coreografias retornam ao palco em 12/08, na Fábrica de Cultura de Diadema, e encerram o circuito nos dias 28 e 29/08, no Teatro Municipal de Bauru, em parceria com a Cia. Estável de Dança.

Entre desejo e liberdade, uma “Carmen” atual

Inspirada na obra de Prosper Mérimée, “Carmen” parte de releituras para construir uma dramaturgia que conecta passado e presente. A coreografia explora a sensualidade como expressão do corpo e tensiona relações de poder, desejo e autonomia.

A criação também propõe reflexões sobre pertencimento e igualdade. Com direção musical de Cacá Machado e roteiro assinado por Gisele Bellot, Inês Bogéa e José Simões, a obra se apoia em múltiplas camadas — som, luz e figurino — para ampliar o discurso em cena.

“Aroeira” transforma o florescer em movimento

Já “Aroeira” parte da imagem da árvore para construir uma coreografia sobre crescimento e permanência. Os bailarinos ocupam o espaço com movimentos que evocam germinação, expansão e conexão entre corpos.

Com influência do jazz dance e elementos percussivos, a obra articula ritmo e organicidade. A trilha original de Carlos Bauzys e a iluminação de Marcel Rodrigues reforçam o caráter sensorial da montagem, centrada na ideia de existência como processo contínuo.

Formação em cena e inserção profissional

Criada em 2025, a Companhia integra o curso de especialização da escola e funciona como um espaço de transição entre formação e mercado. Os 20 bailarinos vivenciam rotinas de ensaio, criação e apresentação, consolidando experiência prática no campo da dança.

A iniciativa, ligada à política cultural do Estado de São Paulo, aposta na formação artística como ferramenta de inserção profissional e desenvolvimento crítico, ampliando o acesso do público a produções contemporâneas.

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