A Sala Cecília Meireles abre espaço para uma celebração especial da música instrumental brasileira no dia 26 de junho de 2026, às 19h, com o concerto Choros Líricos e Sentimentais – 50 anos de Paulo Aragão. A apresentação reúne nomes centrais do choro em torno da obra de um compositor que atravessa tradição e invenção com naturalidade rara.
Integrando a série Sala Jazz, o espetáculo propõe um mergulho sensível no universo criativo de Paulo Aragão, destacando a dimensão lírica de sua escrita e sua contribuição para a renovação do gênero. No palco, músicos com trajetórias profundamente conectadas ao choro interpretam um repertório que atravessa diferentes formas e atmosferas.
Um retrato musical do choro contemporâneo
O programa foi construído como um percurso pelas múltiplas possibilidades do choro, revelando tanto sua tradição quanto sua capacidade de reinvenção. A seleção inclui valsas, polcas, schottisch, tangos brasileiros e diferentes modalidades do choro lento, vertente que ocupa lugar central na obra de Paulo Aragão.
Entre as peças apresentadas estão Choro Sentimental, A Casa da Música, Valsa Seresteira nº 1, Gafieira, Tarde em Paquetá, 45 do Primeiro Tempo e Choro Lírico. O repertório também inclui Seu Quilinho no Vinho, parceria com Maurício Carrilho, e Nazareth e Milhaud, obra que estabelece diálogo entre a música brasileira e referências francesas do início do século XX.
Essa diversidade de formas revela um traço marcante da produção de Aragão: o equilíbrio entre rigor formal, invenção harmônica e um constante diálogo com a memória musical brasileira.
Encontro de referências do gênero
O concerto reúne um grupo de instrumentistas que ocupa posição de destaque na cena do choro. A interpretação fica a cargo de Toninho Carrasqueira, Cristiano Alves, Pedro Aragão, Luciana Rabello, Maurício Carrilho e Marcus Thadeu, artistas reconhecidos tanto pela excelência técnica quanto pela atuação na preservação e expansão do repertório brasileiro.
Flautista de projeção internacional, Toninho Carrasqueira transita com fluidez entre a música de concerto e a música popular. Luciana Rabello e Maurício Carrilho são nomes fundamentais na construção contemporânea do choro, enquanto Pedro Aragão desenvolve trabalho consistente como instrumentista, arranjador e pesquisador.
Completam o grupo Cristiano Alves e Marcus Thadeu, músicos com atuação expressiva no repertório instrumental brasileiro, contribuindo para uma leitura coletiva que valoriza tanto a tradição quanto a liberdade interpretativa.
Trajetória e legado de Paulo Aragão
Compositor, violonista, arranjador e pesquisador, Paulo Aragão construiu uma trajetória profundamente conectada ao choro. Sua obra se destaca pela capacidade de articular elementos históricos do gênero com novas possibilidades expressivas, mantendo vivo um diálogo entre passado e presente.
Ao longo de sua produção, Aragão desenvolveu uma escrita marcada pela sofisticação harmônica e pelo cuidado melódico, características que se evidenciam especialmente nos chamados choros lentos — peças que exploram o lirismo e a expressividade do gênero.
A celebração de seus 50 anos, neste contexto, não se limita a um marco biográfico, mas reforça sua relevância como uma das vozes mais consistentes da música instrumental brasileira contemporânea.
A Sala Cecília Meireles como palco simbólico
Localizada no coração da Lapa, a Sala Cecília Meireles se consolidou como um dos principais espaços dedicados à música de concerto no Brasil. Sem corpos artísticos permanentes, mantém uma programação aberta que reúne intérpretes brasileiros e internacionais ao longo do ano.
Esse perfil contribuiu para que o espaço se tornasse uma vitrine da produção musical do país, sintetizado no mote “A Sala do Brasil”. Em 2026, o edifício histórico que abriga a instituição completa 130 anos, somando-se aos 30 anos de sua configuração atual, celebrados em 2025.
Ao receber um concerto dedicado ao choro — gênero profundamente ligado à identidade musical brasileira —, a Sala reforça seu papel como espaço de difusão e valorização da cultura nacional.
Programa completo
- Choro Sentimental — choro lento
- A Casa da Música — choro
- Valsa Seresteira nº 1
- Gafieira — choro
- Tarde em Paquetá — schottisch
- Choro de Outono — choro lento
- 45 do Primeiro Tempo — polca
- Nazareth e Milhaud — tango brasileiro
- Seu Quilinho no Vinho — choro lento
- Choro Lírico — choro lento
A coordenação artística do projeto é assinada por Nikolay Sapoundjiev.
Serviço
- Choros líricos e sentimentais – 50 anos de Paulo Aragão | Série “Sala Jazz”
- Toninho Carrasqueira, flauta
- Cristiano Alves, clarinete e violão tenor
- Pedro Aragão, bandolim e violão
- Luciana Rabello, cavaquinho
- Maurício Carrilho, violão de 7 cordas
- Marcus Thadeu, bateria
- Coordenação artística: Nikolay Sapoundjiev
- Dia 26 de junho de 2026, sexta-feira, às 19h
- Ingressos: R$ 40
- Ingressos à venda: Eleven Tickets (FUNARJ)
- Local: Sala Cecília Meireles
- Endereço: Rua da Lapa, 47 – Lapa
- Rio de Janeiro | RJ
- Site: https://salaceciliameireles.rj.gov.br/
- Instagram: @salaceciliameireles
- Bilheteria: segunda a sexta, das 12h às 17h (ou até início do concerto)
- Sábados com concerto: das 13h até o início
- Domingos e feriados com concerto: 2h antes da apresentação
- Estacionamento rotativo com acesso pela Rua Teotônio Regadas

