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Curador de Vik Muniz conduz oficina e palestra gratuita no Rio

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A mecânica de criação que transforma resíduos e fragmentos cotidianos em arte ganha análise aprofundada e prática em atividades conduzidas pelo curador responsável pelas mostras de Vik Muniz no Rio de Janeiro.

O curador Daniel Rangel, à frente das exposições simultâneas dedicadas a Vik Muniz na capital fluminense, comanda uma programação dupla na CAIXA Cultural Rio de Janeiro no dia 18 de setembro. A jornada se divide entre uma palestra sobre os bastidores conceituais do artista e a oficina prática Arte e Sustentabilidade, voltada à experimentação visual com materiais simples.

Quando criamos uma imagem, também criamos novas formas de perceber o mundo. A oficina convida cada participante a experimentar esse percurso, compreendendo que a criatividade nasce da observação, da imaginação e da capacidade de atribuir novos significados aos materiais que nos cercam.

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Foto: Mario Grisolli

O conceito do fotógrafo agricultor

A oficina Arte e Sustentabilidade convida o público jovem e adulto a experimentar a etapa que antecede o disparo da câmera fotográfica. O exercício baseia-se na premissa de que a imagem é construída com planejamento e arranjo meticuloso dos elementos, aproximando-se da ideia de fotógrafo agricultor, formulada pelo artista canadense Jeff Wall.

Durante a dinâmica, cada participante elabora a própria composição utilizando itens ordinários antes de efetuar o registro fotográfico final. O objetivo consiste em demonstrar como objetos descartáveis adquirem narrativas inéditas sobre memória e sustentabilidade quando reinterpretados sob a ótica artística.

Temporadas ampliadas na cidade

O encontro formativo coincide com a prorrogação das duas mostras do artista em cartaz no circuito carioca. A retrospectiva Vik Muniz – A Olho Nu, instalada no CCBB Rio com mais de 220 obras de quatro décadas de carreira, segue com visitação aberta até 12 de outubro.

Já a mostra Rescaldo das Memórias, sediada no Museu Nacional/UFRJ, permanece até 25 de outubro no Palácio de São Cristóvão. A exposição foi montada exatamente na sala onde o incêndio de 2018 começou, reunindo esculturas e registros criados com cinzas e vestígios resgatados da tragédia, tendo recebido mais de 80 mil pessoas.

Serviço


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