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Dança e arquitetura no Museu do Amanhã financiam reflorestamento

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A fusão entre os movimentos do balé e os traços futuristas da arquitetura carioca ganha um propósito ecológico concreto com a destinação de obras para a recuperação de áreas degradadas.

O encontro entre corpo e espaço urbano traduz uma nova narrativa visual criada pelo fotógrafo e ambientalista Mario Barila. Em sua recente produção, o autor convidou a bailarina e coreógrafa Laís Bueno para percorrer as curvas e esplanadas do Museu do Amanhã, estabelecendo uma conexão direta entre artes cênicas, sustentabilidade e a paisagem natural da Baía de Guanabara.

Fotografar a dança em lugares que têm uma história e uma mensagem própria é sempre um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de criar novas leituras. No Museu do Amanhã, encontrei um cenário que conversa muito com a proposta do Projeto Água Vida: pensar o futuro e a nossa relação com o planeta.

Dança e arquitetura no Museu do Amanhã financiam reflorestamento
Foto: Mario Barila

Diálogo entre movimento e futuro

Realizado em 13 de setembro, o trabalho posiciona a dança dentro de uma instituição voltada a debater os caminhos da humanidade e a preservação global. Com formação ampla em balé clássico, jazz e danças urbanas, a coreógrafa utilizou a leveza e a precisão do movimento para explorar a amplitude dos espaços externos e internos da Praça Mauá.

As peças produzidas durante a sessão passam a integrar o acervo do Projeto Água Vida. Toda a renda obtida com a comercialização das obras de arte será direcionada ao financiamento de frentes ecológicas e educativas mantidas pela organização em diversas regiões brasileiras.

Dança e arquitetura no Museu do Amanhã financiam reflorestamento
Foto: Mario Barila

Preservação prática e acervo urbano

A iniciativa acumula resultados diretos no estado do Rio de Janeiro, com o plantio e a doação de mil mudas de árvores nativas voltadas à regeneração de encostas na Paisagem Carioca — incluindo os morros do Leme, dos Urubus, da Babilônia e São João —, além de outras mil mudas enviadas aos morros de Niterói.

A nova série aprofunda uma crônica visual contínua desenvolvida por Barila na capital fluminense. Seus registros anteriores já contextualizaram corpos de baile em marcos como o Corcovado, o Cristo Redentor, o Jardim Botânico e a orla marítima, entrelaçando patrimônio natural e expressões artísticas contemporâneas.

Dança e arquitetura no Museu do Amanhã financiam reflorestamento
Foto: Mario Barila

Serviço


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Foto: Mario Barila

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