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Dez artistas mulheres investigam o movimento em mostra inédita

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Uma seleção de 35 criações assinadas exclusivamente por mulheres ocupa o circuito cultural paulistano para investigar a impermanência e as transformações da matéria na arte contemporânea.

A força criativa feminina ganha protagonismo absoluto com a abertura da coletiva Tudo aquilo que move, acolhida pela Galeria Frente. Sob a curadoria atenta de Ana Carolina Ralston, o projeto reúne pesquisas autônomas que convertem o espaço expositivo em um campo contínuo de experimentação visual e sensorial.

Cada trabalho evidencia que viver é estar em permanente deslocamento, transfigurando-se em inúmeras camadas que fazem da variabilidade a própria condição da existência.

O conjunto reúne pinturas, esculturas e suportes múltiplos que traduzem ritmo, metamorfose e fluxo existencial. O time de criadoras conta com nomes de destaque: Diana Motta, Efe Godoy, Fabiana Preti, Giulia Bianchi, Marysia Portinari, Naia Ceschin, Poli Pieratti, Thamiris Mandú, Verena Smit e Victoria Serednicki.

Dez artistas mulheres investigam o movimento em mostra inédita
Foto: Luan Torres

Formas orgânicas e partituras visuais sobre o linho

Entre as pesquisas apresentadas, a artista Diana Motta expõe um óleo e bastão oleoso sobre linho em grande formato, onde elementos orgânicos se desdobram sem repetições para estabelecer superfícies vivas e rizomáticas.

Em contraponto direto, Fabiana Preti traz à mostra sua série intitulada Chorinho, concebida a partir da memória da música popular brasileira. A obra constrói uma cadência quase tátil através de variações densas de pigmento e transparências cromáticas, estruturando tensões visuais contínuas.

Dez artistas mulheres investigam o movimento em mostra inédita
Foto: Luan Torres

Novo fôlego na trajetória da galeria

A iniciativa marca a primeira vez em que o galerista Acacio Lisboa promove uma exposição coletiva voltada exclusivamente à produção de mulheres dentro da trajetória do espaço, colocando a produção contemporânea no centro da discussão curatorial.

A visitação segue aberta com entrada gratuita, convidando o público a interagir com obras que sintetizam tensões históricas e processos silenciosos de transformação estética.

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