Ícone do site Aurora Cultural

Duas exposições revelam natureza e memória no mesmo espaço

duas exposicoes revelam natureza e memoria no mesmo espaco featured

Duas exposições ocupam o mesmo espaço com propostas distintas e complementares, conectando natureza, memória e identidade cultural em uma experiência sensorial acessível ao público.

O Museu Casa de Casimiro de Abreu recebe simultaneamente as mostras “As Várias Fases de Andréia na Arte” e “Alma Quilombola”, reunindo trabalhos de Andréia Araujo e Roselene Pereira da Conceição. As exposições foram lançadas na última semana de julho e seguem abertas durante todo o mês de agosto, com entrada gratuita.

Duas trajetórias, dois olhares e um ponto em comum: a arte como forma de traduzir vivências e preservar sentidos.

Entre flores, luz e contemplação

Na mostra “As Várias Fases de Andréia na Arte”, a artista plástica constrói um percurso visual inspirado pela natureza. Flores, paisagens e cenários iluminados aparecem como elementos centrais de uma produção que atravessa diferentes momentos de sua trajetória.

O visitante acompanha mudanças de linguagem e estilo, sempre guiadas por um olhar atento aos detalhes naturais. A proposta não é apenas estética. É contemplativa. Cada obra sugere pausa.

Memória que se transforma em imagem

Já em “Alma Quilombola”, Roselene Pereira da Conceição transforma o espaço expositivo em um território de memória e pertencimento. Natural de Cabo Frio e criada no Quilombo da Rasa, em Búzios, a artista leva para as telas histórias que nascem da oralidade de sua comunidade.

Utilizando a Arte Naïf, Roselene retrata personagens, costumes e símbolos que atravessam gerações. Sua produção não apenas representa, mas preserva. Cada obra funciona como registro e continuidade de uma identidade coletiva.

Dois caminhos que se encontram

Embora partam de referências distintas, as duas exposições compartilham um eixo comum: a valorização do olhar individual como ferramenta de expressão e memória. Enquanto Andréia traduz a natureza em cor e luz, Roselene transforma vivências em narrativa visual.

Aberta ao público ao longo de agosto, a visita reúne essas duas experiências em um mesmo percurso. Sem custo. Com tempo para observar.

Serviço


Sair da versão mobile