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Dude São Thiago leva “O Sexo do Vento” a Curitiba

Monólogo musical que mistura MPB e poesia, com Dude São Thiago, faz apenas duas sessões no Festival de Curitiba em abril.

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Depois de temporadas esgotadas em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o cantor e ator Dude São Thiago traz o monólogo musical “O Sexo do Vento” ao Festival de Curitiba. São apenas duas apresentações: 1 e 2 de abril, às 20h, no Teatro Enio Carvalho, no Centro Cívico.

O espetáculo funciona como um livro de canções em cena. Dude costura releituras de obras da MPB com textos poéticos inéditos de sua autoria, criando uma experiência que transita entre o show musical e o teatro de texto. “Não é um show, pois tem um tanto de teatro; não é uma peça, pois tem algo de récita. É nessa brecha identitária que se dá o acontecimento cênico”, define o artista.

A potência do vento como metáfora

O título do espetáculo nasce da música “Invento”, do compositor gaúcho Vitor Ramil, presente no repertório. Para Dude, o nome é “uma provocação para a ambiguidade do mundo — afinal, qual seria o sexo do vento?”. A pergunta sem resposta única resume a proposta: questionar, subverter, reinventar.

A estrutura cênica é dividida em quatro cenas: Denúncia, Fe(me)nino, Milagre e Invenção. Juntas, elas compõem o que Dude descreve como “a história de como contamos nossas histórias”. No palco, ele é acompanhado por uma banda de três músicos.

Repertório que une gerações da música brasileira

Entre as canções do espetáculo estão “O que será (à flor da pele)”, de Chico Buarque; “Cais” e “Conversando no Bar”, de Milton Nascimento; “O Charme do Mundo” e “Grávida”, de Marina Lima; e “Magrelinha”, de Luiz Melodia. Destaque para “Cabaré”, de João Bosco e Aldir Blanc, que ganhou videoclipe dirigido por Emerson de Lucca Brandt — vencedor dos prêmios de Melhor Music Video em Toronto (EDMVA) e Melhor Music Video da América Latina em Budapeste (IMVA).

Quando músicas que conhecemos tão bem são colocadas lado a lado numa narrativa, é como se elas voltassem a ser inéditas. Meu desejo é trazer o foco de volta para a canção, que é filha de duas mães: a música e a poesia.

Do palco ao álbum

O projeto estreou em novembro de 2023, em São Paulo. Em 2025, ganhou um álbum de estreia de Dude, disponível em todas as plataformas digitais. O disco pode ser acessado em https://tratore.ffm.to/osexodovento

A equipe criativa reúne nomes de peso: direção musical e arranjos do pianista Iuri Salvagnini, direção de movimento de Tutu Morasi, supervisão cênica do ator e diretor João Paulo Lorenzon e mentoria artística da cantora, compositora e poeta Ana Luiza.

Para Dude, o espetáculo aposta na poesia como forma de subversão. Temas como masculinidade, violências do patriarcado, preconceito e materialismo dividem espaço com a celebração do amor, do feminino e da liberdade. “Convida o público à reflexão, com toda a calma que falta nos dias de hoje”, resume o artista.


Serviço

Foto: Divulgação

Dude São Thiago leva
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