Ícone do site Aurora Cultural

Edifício Lutetia abre ateliês de dez artistas no centro de SP

edificio lutetia abre atelies de dez artistas no centro de sp featured

Dez ateliês ocupados por criadores do Brasil e do exterior abrem suas portas no centro histórico paulistano para revelar pesquisas e processos criativos em andamento.

O tradicional Edifício Lutetia, situado na Praça do Patriarca, volta a receber o público para uma imersão direta no cotidiano de trabalho de dez artistas contemporâneos. A ação, realizada no âmbito da Residência Artística FAAP, transforma os espaços privados de experimentação em percursos abertos para troca de experiências e diálogo sobre arte contemporânea.

O programa ‘open studio’ acontece duas vezes por semestre no prédio histórico da Praça do Patriarca e é uma oportunidade para alunos e visitantes conhecerem os estúdios onde os artistas residentes vivem e trabalham pelo período de dois a cinco meses.

Edifício Lutetia abre ateliês de dez artistas no centro de SP
Foto: Divulgação

Patrimônio histórico e produção contemporânea

Além do contato direto com os residentes, o evento possibilita a circulação por um dos edifícios mais emblemáticos da área central da capital paulista. A edificação que abriga o programa foi concebida pelo escritório do renomado arquiteto Ramos de Azevedo, integrando a memória arquitetônica da cidade às práticas artísticas contemporâneas.

Criado em 2005, o projeto soma 21 anos de trajetória com a passagem de mais de 450 criadores de todos os continentes. A iniciativa seleciona semestralmente profissionais que permanecem instalados nos dez estúdios do imóvel por períodos que variam de dois a cinco meses, resultando em produções individuais e parcerias institucionais.

Painel de linguagens e pesquisas em andamento

A atual ocupação reúne uma equipe diversificada em trajetórias, campos de pesquisa e técnicas visuais. Entre os nomes participantes está a italiana Clarissa Baldassarri, doutoranda em Arte Visual e Prática Criativa pela Academia de Belas-Artes de Nápoles, ao lado do arquiteto francês Tristan Fermandois e da artista plástica francesa Zoé Chataignon, graduada pela École nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris.

A representação brasileira inclui a recifense Juniara Albuquerque, artista autodidata com participações em instituições como o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e Centro Cultural Banco do Brasil, a escultora paulistana Mônica Coster, docente do Instituto de Arte e Design da UFJF, e o cearense Yvy Alves (insiranomeaqui), graduado em Cinema e Audiovisual com histórico recente de participação contínua no Salão de Abril.

O grupo internacional se completa com o colombiano Sergio Pinzón, mestre em Poéticas Visuais pela USP, a escultora peruana Marinés Agurto Hormazábal, a pesquisadora norte-americana Coco Allred, mestre pelo MIT School of Architecture and Planning, e a arquiteta australiana Genevieve Quinn, que integrou a Bienal de Veneza de 2023.

Serviço


Leia também

Sair da versão mobile