O 2º Encontro das Nações levou diversidade, rituais, shows e debates ao Museu da República no fim de semana.
O Palácio do Catete se tornou um grande território de ancestralidade, diversidade e celebração. O evento tomou o Museu da República e transformou os jardins em um ponto de encontro vibrante entre culturas, tradições e saberes.
A programação reuniu povos originários, quilombolas, comunidades de terreiro, artistas, chefs, artesãos e grupos tradicionais como Awurê, Cacique de Ramos, Banda Afro Tafaraogi e a bateria da Portela. O público vivenciou uma imersão profunda na cultura e na economia criativa que fortalecem as matrizes do estado.
Ao longo dos dois dias, mestres e líderes receberam homenagens como os títulos de Baluarte das Nações e Difusor Cultural das Nações. Entre os agraciados estiveram o babalawô Ivanir dos Santos, José Beniste e diversas autoridades religiosas.
O encontro contou com lançamentos de livros, palestras, rodas de conversa e apresentações que reforçaram a pluralidade dos territórios culturais presentes. Barracas de moda e gastronomia africana ampliaram o diálogo entre cultura e economia.
As manhãs começaram com rituais de defumação e danças conduzidas pelos povos Pataxó e Guajajara, que também compartilharam conhecimentos ancestrais. No sábado, a programação incluiu capoeira, toques de Umbanda, música cigana, o swing do Cacique de Ramos e a força da bateria da Portela.
No domingo, o Afoxé Maxambomba, o Jongo Filhos de Benedito, o Grupo Afro Tafaraogi, o Xirê das Nações e o Awurê conduziram um dia marcado por ritmos e celebração.
O curador Marcelo Fritz destacou que o encontro chega em um momento simbólico, durante o Mês da Consciência Negra. Ele afirmou que o evento fortalece identidades e cria pontes entre gerações, além de compartilhar saberes por meio de oficinas gratuitas.
Segundo Fritz, a valorização das matrizes afro se dá pela transmissão de técnicas e práticas ancestrais, formando novas gerações comprometidas com a continuidade das tradições. Ele explicou que a economia criativa surge das trocas culturais e gera inovação a partir da tradição.
O curador ressaltou que reunir diferentes culturas em um mesmo território era um sonho antigo. Para ele, o legado está nas alianças formadas, nas perspectivas de resistência e na força dos novos líderes culturais.
O palácio histórico se tornou palco de culturas milenares em diálogo constante. Cantos, rezas, rituais, sambas, sabores e celebrações ecoaram pelos jardins, consolidando o Catete como espaço vivo da identidade do Rio.
Foto: Carlos Júnior












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