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Encontro inédito entre Marcelo Cipis e Marcelo Jarosz desafia convenções estéticas na arte paulistana

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O humor e a ironia assumem o papel principal na desconstrução do que se entende por bom gosto na nova mostra da Galeria Objeto Particular. A exposição “É Tudo Mentira” promove um diálogo visual e crítico entre gerações distintas ao colocar lado a lado a produção inusitada de Marcelo Cipis e Marcelo Jarosz.

Com curadoria de Guilherme Teixeira, a seleção reúne 45 obras criadas entre os anos de 1997 e 2026. A iniciativa integra a série Projeto DOIS, focada em promover encontros até então inexplorados no circuito de arte contemporânea de São Paulo, evidenciando as rupturas de padrões visuais.

A ideia é explorar e tensionar pontos formais e conceituais que perpassam o trabalho dos dois artistas.

Encontro inédito entre Marcelo Cipis e Marcelo Jarosz desafia convenções estéticas na arte paulistana
Foto: Divulgação

Trajetórias marcadas pela apropriação e materialidade

Apesar de pertencerem a momentos diferentes da cena artística paulistana, a aproximação entre os criadores ocorre pela quebra das convenções estabelecidas. Marcelo Cipis, que iniciou sua formação em 1968 no ateliê de Naum Alves de Souza e participou da 21ª Bienal de São Paulo, utiliza a apropriação como método. Seu processo envolve o deslocamento de imagens comerciais, logotipos, quadrinhos e ilustrações técnicas para novos contextos, subvertendo o uso comum desses elementos.

Na outra ponta do diálogo, Marcelo Jarosz transita entre as artes visuais, música e design. Com um histórico de direção criativa para nomes proeminentes da cultura nacional, sua pesquisa atual em pintura concentra-se em investigar as materialidades frágeis e a intersecção entre múltiplas linguagens estéticas.

O fortalecimento do circuito independente

A mostra também reafirma o papel do espaço gerido pelo colecionador e publicitário Sérgio Godoy. Criada em 2024, a Galeria Objeto Particular chega à sua nona montagem, mantendo o foco na pluralidade e em acervos variados. O local já abrigou desde expressões da arte popular brasileira e fauna esculpida em madeira, até exposições de grafiteiros e instalações focadas nas cartografias urbanas, consolidando-se como um ponto de difusão de arte independente.

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