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Espetáculo MIÚDA une saberes afro-ameríndios e dança contemporânea no RJ

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A força espiritual e política contida nos pequenos elementos ganha o palco em uma investigação cênica que cruza saberes tradicionais da diáspora e linguagens contemporâneas.

Guiada pelos ensinamentos presentes nos pontos de encantaria das culturas afro-ameríndias, a montagem MIÚDA investiga a potência das coisas sutis que guardam mistérios e transformações profundas. A proposta central parte do entendimento de que o detalhe, frequentemente ignorado, carrega dimensões essenciais para a memória e para o corpo.

Uma é maior, outra é menor, a miúda é quem nos alumeia/ Pedrinha miudinha de Aruanda ê.

O simbolismo da miçanga e o diálogo entre linguagens

A concepção visual e física da obra adota as miçangas como tradução da imagem da pedra miúda. Elemento historicamente associado a proteção, conexão e poder em diversas culturas pelo mundo, o material opera como a matéria mineral bruta lapidada pela ação humana, pela tradição e pelo encantamento.

Em cena, dois artistas estabelecem essa travessia: uma bailarina e um músico. O trabalho, concebido e dirigido por Tamires Costa — que também assina a performance ao lado de Pablo Carvalho —, articula manifestações da diáspora africana e de povos originários do Brasil com o vocabulário da dança contemporânea, recriando conexões entre passado e tempo presente.

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