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Espetáculo sobre corpos PCDs leva desejo e afeto ao centro do palco

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Ao colocar o desejo e o afeto no centro da cena, “Meu Corpo Está Aqui” confronta silenciamentos históricos e reposiciona corpos PCDs como protagonistas de suas próprias narrativas.

O espetáculo Meu Corpo Está Aqui entra em cartaz no Sesc 24 de Maio entre 23 de julho e 9 de agosto de 2026, após conquistar os prêmios FITA e APTR e indicação ao Prêmio Shell. Com texto e direção de Julia Spadaccini e Clara Kutner, a montagem aborda afeto, desejo e sexualidade a partir das vivências de artistas com deficiência, tema ainda pouco explorado nos palcos brasileiros.

Construída a partir de experiências pessoais do elenco, a dramaturgia mistura depoimentos e ficção para dar forma a personagens que falam abertamente sobre relações, corpos e desejos. O resultado expõe estigmas e apagamentos históricos, ao mesmo tempo em que propõe novas formas de representação.

O que acontece quando o afeto e o desejo ocupam o centro do palco através de corpos historicamente invisibilizados?

Corpos que narram a própria experiência

No elenco estão Bruno Ramos, artista surdo e usuário de Libras; Juliana Caldas, atriz com nanismo; Pedro Fernandes, ator com paralisia cerebral e usuário de cadeira de rodas; e Sara Bentes, artista cega. A direção de produção e coordenação geral são de Claudia Marques.

A escrita de Julia Spadaccini, também pessoa com deficiência, ao lado de Clara Kutner, articula relatos pessoais ficcionalizados que evidenciam encontros, descobertas e obstáculos. A peça investiga como esses corpos, frequentemente marginalizados, constroem suas trajetórias afetivas e sexuais.

Do palco para o livro e o cinema

A programação se expande no dia 1º de agosto de 2026, com o lançamento do livro “Meu Corpo Está Aqui”, publicado pela editora Cobogó, e a exibição do documentário homônimo, dirigido por Camila Sokolowski. O evento inclui bate-papo com as diretoras, elenco e equipe criativa.

O documentário acompanha o processo de criação da peça desde a chegada dos artistas ao Rio de Janeiro, revelando ensaios, vivências e impactos pessoais. Já o livro amplia a dramaturgia, com prefácio de Benedita Casé, aprofundando as reflexões sobre sexualidade e deficiência.



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