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Exposição “Paixão Nacional” transforma Copa em arte e reflexão

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O futebol, mais do que esporte, se revela como linguagem cultural na exposição “Paixão Nacional”, que a AGAV – Associação Goiana de Artes Visuais inaugura nesta quinta-feira (25/06), às 19h30. A coletiva reúne nove artistas que transformam símbolos da Copa do Mundo em obras que transitam entre celebração, memória e crítica.

Com entrada gratuita, a mostra ocupa a AGAV Galeria de Arte, em Goiânia, até o dia 19 de julho, convidando o público a revisitar elementos como a bola, o campo de várzea e a bandeira do Brasil, além de propor reflexões sobre identidade e soberania nacional.

Futebol como expressão cultural

A exposição parte de um ponto em comum: o futebol como uma das manifestações mais intensas da cultura brasileira. Durante a Copa do Mundo, esse sentimento se amplifica, atravessando gerações e territórios, algo que os artistas traduzem em diferentes linguagens visuais.

Segundo o curador Pedro Galvão, o momento é especialmente simbólico. As obras não apenas celebram o esporte, mas também abordam tensões e questionamentos contemporâneos ligados ao país.

Tenho muito orgulho de pertencer a este país chamado Brasil. Quanto às minhas obras para esta exposição, manifesto o ataque a nossa soberania e a nossa cultura de uma forma poética, alegre com muita luz e cores, pois é o que temos de melhor

A fala do curador sintetiza o espírito da mostra: uma combinação de afeto, crítica e identidade que se expressa por meio de cores vibrantes e narrativas visuais acessíveis.

Expectativas e o clima de Copa

A proximidade com a Copa do Mundo também influencia o tom da exposição. Para Pedro Galvão, o envolvimento emocional com o futebol não se limita ao campo, mas também se estende ao imaginário coletivo.

Agora sobre o hexa, a nossa responsabilidade como artistas e torcedores é bem menor em relação a dos jogadores, que nos representam. Sabemos que já tivemos seleções melhores do que a de hoje, porém temos esperança e confiamos nas nossas mandingas. Vamos ver no que dará

A declaração reforça a atmosfera de expectativa que permeia tanto o universo esportivo quanto o artístico, criando um diálogo direto com o público.

AGAV completa duas décadas

A realização da mostra também marca um momento importante para a AGAV, que celebra 20 anos de atuação. A associação surgiu com o objetivo de fortalecer a categoria artística, ampliar espaços expositivos e construir uma rede de apoio para profissionais das artes visuais.

Hoje, a entidade reúne cerca de 180 filiados, entre artistas consagrados e emergentes, consolidando-se como um dos principais núcleos de articulação cultural em Goiás.

Ao longo de sua trajetória, a AGAV passou por diferentes gestões, desde o primeiro presidente, Juca de Lima, até a atual liderança de Pedro Galvão, que está à frente da instituição desde 2022.

Os artistas da coletiva

A exposição reúne nove nomes com trajetórias diversas, refletindo a pluralidade da produção artística goiana. Cada participante traz uma abordagem própria, seja pela técnica, temática ou linguagem.

Diversidade de linguagens

Abadia Gonçalves trabalha com pintura naif e referências ao cerrado e à sustentabilidade. Célia Fraia, com atuação desde 1975, explora múltiplas técnicas dentro da arte popular.

Cleide Nazareth aposta na intensidade cromática e na frontalidade como linguagem, enquanto Dorothy Hannas retrata cenas do cotidiano, especialmente do trabalhador rural e urbano.

Euclides Arrais transita entre diferentes técnicas de desenho e pintura, e Maria Olina traz sua experiência com escultura e processos autodidatas.

Pedro Galvão une sua formação em artes visuais e design gráfico, enquanto Ricardo Santiago investiga o reaproveitamento da madeira como elemento artístico. Selvita, por sua vez, combina artes visuais e literatura, sendo também ilustradora de livros infantis.

O conjunto das obras cria um panorama que vai além do futebol, alcançando dimensões sociais, culturais e afetivas que atravessam o cotidiano brasileiro.


Serviço

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