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FASSP 2026 transforma arte em recursos para projeto social

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Com cerca de 50 artistas, a FASSP 2026 articula arte contemporânea, circulação de obras e recursos para a Vida-Casa de Apoio, instituição que atua com pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A FASSP | Feira de Arte Social de São Paulo abre sua programação de 2026 em 26 de setembro, no Centro Brasileiro Britânico (CBB), em Pinheiros. Renomeada a partir da tradicional Mostra de Arte Contemporânea, realizada há mais de três décadas, a feira chega à sua 39ª edição com a exposição coletiva “Alicerces”.

Promovida pela ONG Vida-Casa de Apoio e realizada pela Inn Produção, braço cultural da Inn Gallery, a iniciativa reúne aproximadamente 50 artistas. A programação aproxima artistas, curadores, colecionadores, parceiros e público, enquanto destina 100% do lucro do evento às atividades da instituição social.

A Vida-Casa de Apoio atua desde 1987 na região de Cotia, São Paulo, atendendo crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social. A presidente do Conselho da organização é Ana Catarina Mendes.

“Cultura não é ornamento, sensibilidade não é acessório e cuidado não é fragilidade: são forças capazes de criar vínculos e transformar realidades.”

FASSP 2026 transforma arte em recursos para projeto social
Foto: Obra de Adriana Piraíno

O que sustenta uma obra — e uma vida coletiva

O tema “Alicerces” parte de uma pergunta: o que sustenta aquilo que construímos? A proposta considera as estruturas que distribuem pesos, absorvem tensões e permitem que algo permaneça de pé, deslocando essa ideia para as relações e os vínculos que formam a vida coletiva.

Para Flávia Coelho, sócia da Inn Gallery e uma das responsáveis pela realização da feira, o tema ultrapassa a função curatorial. “Assim como uma obra ou uma construção, também somos feitos de camadas, vínculos, marcas e elementos que, muitas vezes invisíveis, nos sustentam”, afirma.

Nesse percurso, a matéria deixa de ser apenas suporte de criação e passa a dialogar com experiências humanas, memórias e relações. A feira propõe, assim, uma leitura da arte como parte de uma estrutura capaz de criar vínculos.

FASSP 2026 transforma arte em recursos para projeto social
Foto: Obra de Adriana Piraíno

Cinquenta trajetórias sob o mesmo teto

Entre os participantes da edição estão Paulo Mittelman e Manoel Veiga, além de Rodolfo Rivolta, Gabriel Nehemy, Leila Alberti e Ivania Tanaka. A mostra também inclui novos talentos, como Barbara Grings e Adriana Piraino, entre outros artistas.

A programação abre espaço para uma geração ligada a núcleos de formação e pesquisa em artes visuais, reunindo artistas que passaram ou estão vinculados a iniciativas como Casa Tato, Residência Fonte e Hermes Artes Visuais.

“A FASSP pretende dar visibilidade à diversidade da produção artística contemporânea em São Paulo e de outros estados brasileiros, criando oportunidades para artistas em diferentes momentos de suas trajetórias”, diz Flávia Coelho.

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Foto: Obra de Adriana Piraíno

Curadoria amplia o mapa da arte brasileira

A curadoria geral da edição é de Luís Sandes, curador, crítico e pesquisador de arte contemporânea brasileira. Doutor em História da Arte pela USP, Sandes realizou curadorias no Brasil e no exterior e tem artigos e textos publicados em veículos e publicações especializadas.

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Foto: Obra de Felipe Góes

Segundo Sandes, a mostra coletiva reúne uma causa social e artistas que trabalham com diferentes suportes. Para o curador, o evento abre espaço, em um endereço importante, tanto para nomes já estabelecidos quanto para artistas em início de trajetória, incluindo participantes de diversas regiões do país.

“Essa exposição coletiva articula uma causa social com uma diversidade de artistas que utilizam variados suportes.”

A Inn Gallery, por meio do selo Cultural Inn Produção, responde pelo apoio na seleção dos artistas convidados, pela estruturação, pela produção e pela operacionalização da FASSP. As sócias Carmen Pousada e Flávia Coelho buscam aproximar diferentes gerações e trajetórias da arte contemporânea brasileira de compradores, colecionadores e novos públicos.

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Foto: Rodolpho Rivolta

Quatro artistas ocupam a segunda fase

A programação terá um segundo momento a partir de 17 de outubro, novamente no Centro Brasileiro Britânico. A etapa reúne Ângela Fernandes, Cássia Cola, Luciana Luchesi e Silvana Ravena, sob curadoria de Agnaldo Farias.

A proposta é apresentar os trabalhos em um formato próximo ao de exposições individuais, permitindo que cada artista tenha sua produção destacada e aprofundada dentro do espaço do CBB.

Para encerrar a temporada, a FASSP 2026 também realizará um leilão no fim de outubro. A data será anunciada no Instagram oficial da feira: https://www.instagram.com/fassp.oficial

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