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Festival ArteRua transforma formação cultural em mostra nas periferias

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A ocupação dos territórios periféricos por meio da arte ganha novo fôlego com a realização de uma mostra artística multidisciplinar e gratuita planejada integralmente por novos trabalhadores da cultura.

Espaços de formação técnica e produção cultural nas bordas da cidade assumem o protagonismo na 2ª Mostra É Tudo Nosso!: Festival ArteRua. A iniciativa ocupa o Espaço Cultural CITA, em São Paulo, com atividades que atravessam dança, artes visuais, poesia, grafite, literatura e música, materializando as vivências desenvolvidas na segunda edição do projeto É Tudo Nosso: Base, Coletividade e Compromisso.

Mais do que um festival, é a afirmação de que nossas histórias, nossas vivências e nossas produções têm valor. ArteRua reflete a importância de estarmos juntos, como coletivo, fortalecendo e incentivando vozes que um dia não foram ouvidas.

Idealizada pela produtora cultural Nicoly Soares, a iniciativa foi estruturada para unir teoria e prática nos territórios periféricos. A turma passou por três etapas contínuas: “Base”, focada em produção executiva, comercial, mídias e editais; “Coletividade”, voltada à execução de três ações práticas prévias; e “Compromisso”, que culmina no festival desenhado e gerido pelos próprios alunos.

Festival ArteRua transforma formação cultural em mostra nas periferias
Foto: Mya Akoma | Divulgação

Encontros no palco e na pista

As experiências dos eventos preparatórios — Rebrotaê, Vozes em Travessia e Traços da Periferia — convergem em uma grade que se estende ao longo de toda a tarde e noite. A programação musical e cênica abre espaço para o microfone aberto e apresentações autorais.

O palco recebe pocket show de Coka, performance Vogue da House of Dengo, show de Monna Brutal, discotecagem com DJ Lensly e a união de Dancehall comandada por Jahmaico, A Pretaa e Mya Akoma.

Economia criativa e acessibilidade em campo

Além da música, as artes visuais contam com exposições contínuas de SKUJ, Enilis Romã, SBA e participantes da oficina Traços da Periferia. O circuito de economia criativa reúne o Brechó Subversivo, as peças de Papoulas Joias e Bijus e livros de Nicoly Soares.

A estrutura prevê tradução simultânea em Libras durante todo o evento, além de um espaço infantil voltado a atividades de permacultura conduzidas pelo coletivo Culture Roots Hifi. A curadoria do encontro foi assinada por Coka, Érika, Michael e Yasmin, em articulação com os integrantes das etapas anteriores do projeto.

Serviço


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