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Festival de Jazz do Café Pequeno reúne lendas no Leblon em 2026

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O Festival de Jazz do Café Pequeno 2026 transforma o Leblon em um ponto de encontro entre gerações da música brasileira, reunindo artistas históricos e nomes consagrados em uma programação que atravessa o mês de julho até agosto. Em sua quinta edição, o evento reafirma seu papel como um dos espaços mais consistentes de valorização do jazz e da música instrumental no Rio de Janeiro.

Realizado no Teatro Café Pequeno, o festival ocupa as noites de sextas, sábados e domingos entre 03 de julho e 09 de agosto, reunindo apresentações que transitam entre o jazz, a bossa nova e a canção brasileira. A proposta vai além do palco: cria um ambiente de escuta, proximidade e troca direta entre artistas e público.

Um festival que conecta gerações

Idealizado por Amanda Bravo, com curadoria compartilhada com João Luiz Azevedo, o festival chega à sua quinta edição consolidado como um espaço de resistência e celebração da música brasileira. Em um cenário cultural cada vez mais dinâmico, o projeto aposta na permanência, na escuta atenta e no encontro entre diferentes trajetórias.

O line-up reúne nomes fundamentais da música nacional, como Beto Saroldi, Mauricio Einhorn, Daniela Spielmann, Victor Biglione e Ithamara Koorax, além de artistas que seguem expandindo os caminhos da música instrumental e do jazz no país.

Koorax, além de artistas que seguem expandindo os caminhos da música instrumental e do jazz no país. , além de artistas que seguem expandindo os caminhos da música instrumental e do jazz no país.
Ithamara Koorax, além de artistas que seguem expandindo os caminhos da música instrumental e do jazz no país.

Essa convivência entre gerações cria um panorama vivo da produção musical brasileira, onde tradição e inovação dividem o mesmo palco sem hierarquia.

Abertura e destaques da programação

A abertura, no dia 03 de julho, fica por conta de Beto Saroldi com o espetáculo “Vale Night”. O saxofonista apresenta um repertório que mistura composições autorais, clássicos da carreira e influências de jazz, funk e soul, acompanhado por uma banda que promete uma das noites mais marcantes do festival.

Ao longo das semanas, o público encontra apresentações que exploram diferentes linguagens. Daniela Spielmann traz um repertório que dialoga com o choro e a música instrumental contemporânea, enquanto Neris Rodrigues e o Trombonando prestam homenagem ao centenário de Moacir Santos.

Outro momento de destaque é o show de Victor Biglione, que revisita a obra de Barney Kessel em uma leitura que aproxima o jazz norte-americano da bossa nova brasileira, reforçando pontes históricas entre os dois universos musicais.

Mauricio Einhorn, aos 94 anos, sobe ao palco trazendo mais de oito décadas dedicadas à música, em uma apresentação que evidencia sua importância para a consolidação do samba-jazz.

Tributos que preservam a memória

Entre os momentos mais simbólicos da edição estão os tributos a dois nomes fundamentais da música brasileira: Leny Andrade e Osmar Milito. Mais do que homenagens, os espetáculos funcionam como reconstruções afetivas de trajetórias que ajudaram a moldar o cenário musical do país.

O tributo a Leny Andrade será conduzido por Luana Mallet Sexteto, reunindo músicos que dividiram palcos e gravações com a cantora. Já a homenagem a Osmar Milito reúne artistas que conviveram diretamente com o pianista ao longo de décadas, em um reencontro marcado por memória e continuidade.

Esses momentos reforçam o compromisso do festival com a preservação da história da música brasileira, colocando no centro artistas que construíram caminhos ainda percorridos hoje.

Vozes e encontros especiais

A programação também abre espaço para grandes intérpretes da canção brasileira. Leila Maria, Veronica Sabino, Liz Rosa e Thaís Fraga apresentam shows que transitam entre o jazz e a MPB, cada uma com abordagens próprias e repertórios que equilibram tradição e releitura.

O encerramento, no dia 09 de agosto, fica por conta de Wladimir Cabanas, que apresenta um espetáculo dedicado a Frank Sinatra e Michael Bublé, conectando o público brasileiro a clássicos internacionais reinterpretados com elegância.

Outro destaque é a presença de Ithamara Koorax, reconhecida internacionalmente, que apresenta um repertório baseado em sua extensa discografia e parcerias com grandes nomes da música mundial.

Experiência intimista no coração do Leblon

Mais do que uma sequência de shows, o festival se destaca pelo formato. O Teatro Café Pequeno mantém a atmosfera de café-teatro, permitindo que o público acompanhe as apresentações em um ambiente próximo, com serviço de bar durante os espetáculos.

Com capacidade para apenas 90 pessoas, o espaço favorece uma experiência imersiva, onde cada apresentação ganha contornos únicos. A proximidade com os artistas transforma cada noite em um encontro direto com a música.

Essa característica ajuda a consolidar o evento como um dos mais especiais da cena carioca, especialmente para quem busca uma escuta mais atenta e uma relação mais próxima com a performance ao vivo.


Serviço

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