Ícone do site Aurora Cultural

Festival dos Povos da Floresta reposiciona a arte amazônica

Com Tulipa Ruiz e artistas indígenas, festival gratuito em Belém desafia a concentração cultural do eixo Sul-Sudeste até 29 de março.

Instagram
Siga o Aurora Cultural no Instagram
Seguir @auroraculturalportal

Enquanto o circuito cultural brasileiro ainda concentra visibilidade no eixo Sul-Sudeste, Belém responde com o Festival dos Povos da Floresta. Gratuito e multilinguagens, o evento ocupa a cidade até o dia 29 de março com música, cinema, fotografia e formação — e evidencia o óbvio ainda desconhecido para muitos: a floresta produz arte contemporânea.

Autonomia criativa como gesto político

Nos dias 24 e 25 de março, oficinas de fotografia e vídeo com celular no Memorial dos Povos ampliam o acesso à expressão criativa. Em um país onde o acesso a equipamentos ainda é desigual, transformar o celular em ferramenta artística é também um gesto de descentralização cultural.

Palco que conecta circuitos

Nos dias 26 e 27 de março, o festival explicita sua potência de articulação nacional. A presença de Tulipa Ruiz funciona como ponte entre circuitos — conectando a cena independente brasileira à produção amazônica. Ao lado dela, Djuena Tikuna, Suraras do Tapajós, Ian Wapichana e Tambores do Pacoval ocupam o palco com performances que carregam línguas, ritmos, cosmologias e experiências únicas.

A tradição não é algo fixado no passado, mas um corpo vivo que se atualiza e se reinventa nas produções contemporâneas — uma fonte pulsante de inspiração, linguagem e identidade.

Um projeto que já é história

Idealizado pela Rioterra – Centro de Inovação da Amazônia, apresentado pela Petrobras e realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, o festival nasceu em 2025 como projeto itinerante. Desde então, passou por Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), reunindo mais de 260 obras, 60 artistas e grupos e um público superior a 28 mil pessoas. Ações performáticas alcançaram cerca de 15 mil espectadores.

Ao reunir diferentes linguagens artísticas em um espaço gratuito e acessível, o festival afirma com clareza: a arte da floresta não é periférica. É central para compreender o Brasil contemporâneo.

Conheça o festival: https://www.youtube.com/@FestivaldosPovosdaFloresta


Serviço

Festival dos Povos da Floresta reposiciona a arte amazônica - Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Festival dos Povos da Floresta reposiciona a arte amazônica - Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Sair da versão mobile