Com foco em narrativas fora do cânone, a Escola Escuta inicia um novo eixo formativo que conecta arte, território e práticas culturais na Região Metropolitana do Rio.
A partir de 15 de julho, a área de Educação do Instituto Moreira Salles (IMS) coloca em prática o segundo eixo da programação de 2026 da Escola Escuta, plataforma gratuita voltada à formação de agentes culturais. A iniciativa prioriza participantes de coletivos, organizações e iniciativas independentes dos territórios populares da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Serão quatro módulos ao longo do segundo semestre, sendo três online e um presencial. As inscrições para os cursos virtuais seguem até 29 de julho, com 50 vagas em cada turma. A proposta amplia o alcance da formação e reforça a criação de redes entre profissionais da cultura.
As ações de formação produzem impacto real ao ampliar formas de pensar a arte e sua presença na vida pública.
A avaliação é de Renata Bittencourt, diretora de Educação do IMS, que destaca a diversidade de perfis envolvidos no projeto, incluindo artistas, cineastas e gestores que atuam fora dos circuitos institucionais.
Arte, território e lacunas históricas
O eixo Histórias nas Artes propõe revisitar a história da arte a partir de perspectivas frequentemente excluídas. O primeiro módulo, conduzido por João Paulo Ovidio, investiga a trajetória das artes visuais na Baixada Fluminense, articulando passado e presente, com foco em políticas públicas e visibilidade cultural. Os encontros acontecem entre 19 de agosto e 23 de setembro.
Na sequência, o módulo Questões Contemporâneas reúne profissionais do corpo curatorial do IMS. A abertura será com João Fernandes, seguida por Thyago Nogueira, Daniele Queiroz e Horrana de Kássia Santoz, abordando temas como fotografia, identidade, estratégias de recusa e videoarte afro-brasileira.
Imagens que atravessam séculos
Encerrando a fase online, o módulo Negras na História da Arte, novamente conduzido por Renata Bittencourt, retoma discussões iniciadas em 2025. A partir da análise de obras, o curso examina como imagens de mulheres negras foram construídas ao longo do tempo e como esses sentidos são reinterpretados no presente. Os encontros ocorrem de 17 de setembro a 8 de outubro.
O último módulo do ano, presencial, será realizado em parceria com o movimento Baixada Filma e a FEBF/UERJ, com foco no cinema produzido na Baixada Fluminense. As inscrições serão divulgadas posteriormente.
Mais informações sobre inscrições e programação estão disponíveis nos canais oficiais do Instituto Moreira Salles.
