Fórum Cultura em Jogo reuniu especialistas no Museu Antônio Parreiras e abriu exposição interativa sobre mulheres das águas, gratuita até 5 de abril.
O Museu Antônio Parreiras, em Niterói, foi palco de um encontro inédito entre cultura e tecnologia. No dia 21 de março, o Fórum Cultura em Jogo reuniu profissionais da cultura, desenvolvedores de games, pesquisadores e representantes da economia criativa para debater o papel dos jogos digitais e das tecnologias emergentes nos espaços museológicos.
A iniciativa se destaca por propor esse diálogo dentro de um museu — algo que, segundo o coordenador de museus da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ), Wallace Almeida, não tem precedente conhecido na instituição.
“Estou achando o evento inovador, particularmente para os museus da FUNARJ. Não me recordo de outra iniciativa que promova um fórum sobre games e cultura dentro de um espaço museológico. Isso é muito significativo, especialmente para a cena cultural de Niterói e do estado do Rio. A proposta estabelece um diálogo potente entre juventude, tecnologia e museu, um encontro que tem tudo para gerar resultados muito positivos.” — Wallace Almeida, coordenador de museus da FUNARJ
Quatro mesas, múltiplos olhares
A programação foi estruturada em quatro mesas temáticas, cada uma abordando uma faceta diferente da relação entre cultura e tecnologia digital.
A primeira mesa, Gamificação em Espaços Culturais, mediada por Willian Silva, trouxe experiências práticas de engajamento em museus com Priscila Seixas, do Burburinho Cultural, e Márcio Filho, presidente da Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro.
Em seguida, a mesa Produções Locais de Games e Narrativas Independentes, mediada por Emanuelly Araujo, deu voz a Kim Kaznowski, da Double Dash, e a DJUFF, que compartilharam os desafios e processos criativos dos desenvolvedores independentes da região metropolitana do Rio.
A terceira mesa, Tecnologias Emergentes e Tendências na Cultura Digital, também mediada por Emanuelly Araujo, abriu espaço para reflexões sobre inteligência artificial e experiências imersivas. Participaram Filipe Calixto, da Odu Studios, Joyce Santos, do Olabi, e Wanderson Santos, da Associação de Produtores de Cultura Geek do Estado do Rio de Janeiro.
O fórum encerrou com a mesa Mulheres na Rede: Tecnologia Intergeracional, mediada por Selma Boiron. O encontro reuniu Laurinha do Camarão — figura popular da praia de Charitas que compartilhou como as redes sociais transformaram sua trajetória — e Medusa, streamer e produtora de conteúdo, que trouxe reflexões sobre a presença feminina no universo dos games.
Exposição transforma histórias reais em jogo interativo
O encerramento do fórum marcou também a abertura oficial de “Onde estão as Mulheres das Águas – O Jogo”. A exposição transforma histórias reais de pescadoras, marisqueiras, ambulantes e trabalhadoras das águas em uma experiência interativa e participativa.
Inspirada na mostra anterior “Mulheres das Águas”, a nova versão evolui para uma linguagem digital, convidando o público a explorar essas narrativas por meio de uma dinâmica de jogo. A iniciativa reafirma o compromisso com a valorização do protagonismo feminino e amplia o acesso a essas histórias por meio da tecnologia.
Ao integrar inovação, memória e inclusão, o Fórum Cultura em Jogo se consolida como ação alinhada às diretrizes da FUNARJ de fortalecer os museus como espaços vivos, conectados com as transformações contemporâneas e com a diversidade de públicos.
Serviço
- Exposição: “Onde estão as Mulheres das Águas – O Jogo”
- Local: Museu Antônio Parreiras — Rua Tiradentes, 47, Ingá, Niterói, RJ
- Período: até 5 de abril de 2026
- Entrada gratuita
Foto: Divulgação




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