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Hassum revisita a infância em comédia sobre pais e escolhas

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Uma foto antiga muda tudo: em “Voltei na Foto”, a viagem no tempo vira ferramenta para revisitar traumas, afetos e a relação entre pai e filho às vésperas do Dia dos Pais.

O passado não fica parado. Em “Voltei na Foto”, nova comédia estrelada por Leandro Hassum, um homem de 50 anos frustrado com a vida é transportado para 1986 ao encontrar uma lembrança da infância. A estreia acontece no Telecine Premium neste sábado (8), às 22h, com reprise no domingo (9), às 20h, no Telecine Pipoca.

“A gente quer que o espectador pense: ‘Nossa, eu vivi isso’”, afirma Leandro Hassum sobre a identificação proposta pelo filme.

Dirigido por Matheus Malafaia, o longa acompanha Leonardo, um publicitário em crise que enfrenta problemas profissionais, amorosos e familiares. A relação com o pai, Álvaro, vivido por Tony Ramos, é marcada por conflitos antigos que voltam à tona quando os dois passam a morar juntos.

Quando o passado vira campo de teste

Ao retornar para 1986, Leonardo encontra sua versão de 12 anos, Léo, interpretado por Gabriel Gentil. Ele também reencontra a mãe, Vilma (Regiane Alves), ainda viva, e o pai em uma versão mais jovem, vivido por Augusto Madeira. Sem conseguir voltar ao presente, decide interferir em momentos-chave da própria infância.

A estratégia parece simples. Corrigir erros. Ajustar decisões. Evitar dores futuras. Mas mexer no passado cobra seu preço. Entre escolhas equivocadas e descobertas inesperadas, Leonardo percebe que nem tudo pode ser controlado.

Relações que atravessam o tempo

A trama encontra força na relação entre pai e filho. Ao conviver novamente com Álvaro, agora no passado, Leonardo passa a enxergar com outros olhos as atitudes que marcaram sua infância. O humor conduz a narrativa, mas o foco está nos silêncios, nas cobranças e nos afetos mal resolvidos.

O roteiro, criado por Maurício Rizzo, Leandro Hassum e Bíbi Da Pieve, parte de experiências pessoais do ator. Elementos da adolescência, incluindo o sentimento de inadequação e as pressões familiares, ajudam a construir uma história que busca identificação direta com o público.

Um retrato afetivo dos anos 80

Ambientado majoritariamente em 1986, o filme aposta na reconstrução de época para criar conexão emocional. A Copa do Mundo, o início do VHS e o ambiente de casa cheia compõem o cenário que atravessa gerações.

A nostalgia não funciona apenas como estética. Ela sustenta a reflexão central: entender o outro exige revisitar contextos, histórias e limites que nem sempre são visíveis no presente.

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