O Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre deu um salto operacional ao adotar inteligência de voz para tratar seu acervo de História Oral. Com a entrada da Celeste AI no fluxo de trabalho, o tempo de transcrição das entrevistas caiu em até 90%, transformando um processo que antes consumia dias em uma etapa concluída em minutos.
O impacto é direto sobre um dos projetos mais longevos da instituição. Há mais de 30 anos, o Laboratório de História Oral registra memórias de funcionários, voluntários e moradores do entorno do hospital mais antigo do Rio Grande do Sul. O resultado desse esforço contínuo já soma cerca de 600 entrevistas catalogadas, organizadas em blocos temáticos e convertidas em livros, documentários e um acervo público disponível na Sala de Pesquisa.
Um gargalo histórico na produção
Durante décadas, a transcrição manual foi um dos principais entraves do projeto. A complexidade das entrevistas — que incluem terminologia médica, referências históricas e variações linguísticas — exigia profissionais experientes e muitas horas de dedicação.
Uma única gravação de três horas podia demandar até doze horas de trabalho. Em períodos mais intensos, a rotina se tornava exaustiva.
Já tive períodos em que chegava às sete horas da manhã e transcrevia até sete horas da noite
O relato da historiadora Edna Ribeiro de Ávila, há 20 anos no projeto, ilustra o peso operacional da etapa. Com o aumento do volume de entrevistas, o modelo manual deixou de ser sustentável.
Busca por tecnologia com segurança
Diante do desafio, o setor de Tecnologia e Inovação da Santa Casa iniciou a busca por soluções capazes de lidar com escala e complexidade, sem abrir mão da segurança da informação. A conformidade com a LGPD foi estabelecida como requisito inegociável.
Entre as alternativas avaliadas, a Celeste AI se destacou por atender a todos os critérios, incluindo armazenamento de dados no Brasil e arquitetura compatível com a legislação vigente.
A Celeste foi a solução que reuniu tudo o que precisávamos: precisão na transcrição, segurança no tratamento dos dados e facilidade de uso no dia a dia
A avaliação é da historiadora Gabrielli Lucas, que também integra a equipe do projeto. A adoção da tecnologia começou no final de 2024, marcando uma mudança estrutural no fluxo de trabalho.
Integração ao fluxo e ganho de escala
O funcionamento é direto: ao fim de cada entrevista, o arquivo de vídeo é enviado à plataforma da Celeste AI. Em poucos minutos, o sistema entrega a transcrição completa e um resumo automático, ambos incorporados à documentação do acervo.
O agente de inteligência artificial é treinado para o português brasileiro, incluindo vocabulário técnico e variações regionais — um ponto crítico para a fidelidade dos registros históricos.
Com isso, a equipe passou a concentrar esforços nas etapas de revisão, edição e publicação, em vez de dedicar a maior parte do tempo à transcrição bruta.
Produtividade e preservação da memória
A redução de até 90% no tempo de transcrição redefiniu o ritmo do projeto. O que antes exigia jornadas prolongadas agora acontece de forma quase imediata, permitindo ampliar a produção sem sobrecarga.
Para Edna Ribeiro de Ávila, a mudança é significativa não apenas em termos de eficiência, mas também de sustentabilidade do trabalho.
A diferença é enorme. Conseguimos transcrever rapidamente e manter o ritmo do projeto sem sobrecarregar ninguém
O ganho operacional tem efeito direto na missão do laboratório: preservar e disponibilizar a memória institucional da Santa Casa. O acervo segue aberto à pesquisa pública e se consolida como fonte relevante para estudos sobre medicina, enfermagem e a história da saúde no Rio Grande do Sul.
Inteligência de voz como ativo estratégico
Para a Celeste AI, o projeto exemplifica o potencial da inteligência de voz em contextos institucionais. A proposta da plataforma é transformar conversas em dados estruturados, capazes de orientar decisões e revelar padrões.
No caso da Santa Casa, isso se traduz em eficiência operacional e preservação qualificada de conteúdo histórico.
Nossa missão é transformar a voz em ativo estratégico para as organizações. Ver uma instituição como a Santa Casa preservar décadas de memória com mais eficiência e segurança é exatamente o impacto que buscamos gerar
A afirmação é de Ana Paula Pereira, CEO da Celeste AI. Em um cenário de crescente geração de dados por voz, soluções como essa tendem a se expandir para diferentes áreas, da saúde ao atendimento e compliance.
No Centro Histórico-Cultural da Santa Casa, o resultado já é concreto: mais velocidade, mais organização e maior capacidade de transformar relatos em patrimônio acessível.
Serviço
- Instituição: Santa Casa de Porto Alegre
- Projeto: Laboratório de História Oral do Centro Histórico-Cultural
- Tecnologia: Celeste AI
- Início da adoção: Final de 2024
- Acervo: Cerca de 600 entrevistas catalogadas

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