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Ibejis entra na última semana com sessões extras no Sesc Tijuca

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Na reta final da temporada, “Ibejis” amplia o encontro entre ciência e ancestralidade com sessões extras que reforçam a força da cultura afro-brasileira no teatro infantil.

O palco se transforma em território de descobertas quando dois caminhos se cruzam. Em sua última semana em cartaz, o espetáculo “Ibejis” ocupa o Teatro I do Sesc Tijuca até o dia 16 de agosto, com sessões especiais nesta sexta, 14/08, às 11h e 15h.

A montagem parte de uma pergunta simples e instigante: o que significa ser dois e, ao mesmo tempo, um? A resposta não é única. De um lado, a ciência explica a formação dos gêmeos por meio de células e cromossomos. Do outro, a tradição iorubá apresenta os Ibejis, orixás infantis que simbolizam alegria, proteção e dualidade.

“Queremos que o público saia do teatro não apenas encantado pela história, mas tocado pela beleza da nossa diversidade e pela força das nossas raízes”

Em cena, Isabele Brum e Rodrigo Barizon transitam entre esses dois universos com leveza, costurando conhecimento científico e mitologia em uma narrativa acessível. A dramaturgia é de Leandro Virginio, com direção de Cátia Costa e Flávio Souza, e iluminação de Adriana Ortiz. A produção é da Lamparina Produções Culturais, assinada por Júlio Luz.

Quando o conhecimento encontra o encantamento

Sem colocar ciência e mito em lados opostos, “Ibejis” propõe um encontro entre saberes. A experiência convida crianças e adultos a reconhecer que diferentes formas de explicar o mundo podem coexistir — e se complementar.

A infância surge como eixo central dessa travessia. É nesse território que perguntas ganham espaço, diferenças se revelam e o outro se torna espelho. A peça aposta na escuta, na imaginação e na valorização da diversidade cultural brasileira.

Uma viagem entre mundos possíveis

A sinopse resume o percurso: dois personagens exploram o que significa compartilhar uma origem e, ainda assim, seguir caminhos próprios. Entre experimentos e encantamentos, a narrativa mostra que há mais de uma verdade possível — e que o encontro com o outro pode ser também um caminho de autoconhecimento.

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