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Luz do Sol retrata inclusão e amizade na infância no Domingos Oliveira

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A trajetória de superação e descobertas de uma menina que nasceu com baixa visão conduz a narrativa de “Luz do Sol”, espetáculo que transforma a convivência escolar em uma reflexão profunda sobre acolhimento e diversidade.

O palco do Teatro Municipal Domingos Oliveira recebe a história de Júlia, uma garota que chega à creche após passar por duas cirurgias e um transplante. Ao lado de educadores e dos colegas Bento, Clara e Epaminondas, a protagonista encara seus primeiros desafios e constrói laços que moldam sua visão de mundo ao longo dos anos.

Mais do que reproduzir a experiência visual da Júlia, nosso desejo foi convidar o público a ampliar a própria ideia do que significa enxergar. A baixa visão é um ponto de partida, mas a peça fala, sobretudo, sobre pertencimento, acolhimento e a beleza das diferenças.

Vivência real que virou dramaturgia

A trama concebida por Adyr de Paula tem raízes diretas em sua experiência como gestor da creche “Ensina-me a Viver”, situada no Rio de Janeiro. O autor se inspirou no cotidiano com seus alunos e, em especial, no caso real de uma criança diagnosticada com glaucoma congênito bilateral para estruturar o texto ficcional.

Com direção e colaboração dramatúrgica assinadas por Mariana Consoli, a encenação encara o desafio de representar a passagem do tempo em cena. Os atores Emi Junqueira, Filipe Gimenez, Zé Auro Travasso, Sophia Fried, Andrea Bordadagua, Miguel Ferrari e Pedro Baião transitam fisicamente da primeira infância até a fase adulta, pontuando cada fase do desenvolvimento humano.

Música, movimento e temas do crescimento

Além de trabalhar a questão visual, a montagem insere elementos lúdicos como balé, capoeira e trilha sonora original com direção musical de Isadora Medella. O enredo trata de processos comuns da infância, como o medo, a adaptação aos ambientes coletivos, a separação dos pais e o luto, dosando emoção e toques de humor.

A temporada fica em cartaz a partir de 1º de agosto até 30 de agosto de 2026, com apresentações matinais focadas em dialogar tanto com as crianças quanto com os adultos sobre empatia e relações humanas.

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