Uma deusa astronauta convocada por São Jorge para se tornar mulher negra na Terra. “Magnólia” estreia dia 12 no Sesc Copacabana com banda ao vivo.
O espetáculo inédito “Magnólia” estreia no Espaço Mezanino do Sesc Copacabana no dia 12 de março de 2026, às 20h30. Com concepção, direção geral e atuação de Marina Esteves e texto de Lucas Moura, a montagem é uma fábula musical livremente inspirada na canção homônima e no álbum “A Tábua de Esmeralda”, de Jorge Ben Jor, que completou 50 anos de lançamento em 2025.
A fábula de uma deusa que se torna mulher
A trama acompanha uma deusa astronauta que vive na dimensão azul e rosa, entre estrelas e cometas. Ela encontra um cavaleiro negro, São Jorge, que propõe uma missão: descer à Terra e experimentar o que é ser humana. Depois da queda, ela passa por diversas transformações até se tornar uma mulher negra. Neste corpo, ela experimenta todos os prazeres da sua existência.
A peça, selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, integra as linguagens da dança, Spoken Word (poesia falada), música e performatividade em uma perspectiva cênica popular, plural e diversa. A banda ao vivo é orquestrada por Dani Nega e Marina Esteves, com colaboração de Kiko Dinucci em um dos arranjos.
Dois anos de pesquisa sobre Jorge Ben Jor
A dramaturgia envolveu dois anos de imersão na obra de Jorge Ben Jor. Marina Esteves e Lucas Moura se debruçaram sobre discos, livros e material acadêmico para dar forma ao espetáculo. Além de “A Tábua de Esmeralda”, a criação aborda os macrotemas da obra do cantor: futebol, amor platônico, filosofia hermética, religiosidade, magia e a própria linguagem rítmica e fonética característica de Jorge Ben.
“É um exercício de liberdade ser uma mulher preta e falar sobre este gênio da MPB, da música negra, pela perspectiva feminina. Ser uma mulher negra trazendo essa fábula para os palcos, nessa imaginação radical do que pode ser a história dessa canção, é uma alegria muito grande, é um exercício de liberdade, de expressão, de autonomia enquanto artista.” — Marina Esteves, atriz e diretora de “Magnólia”
A alegria negra como ato político
A valorização da alegria e da autoestima negra foi central na elaboração da montagem. Para Marina, o espetáculo reivindica a alegria como resposta ao racismo e às violências de gênero. “Em 1974 ele já estava cantando que negro é lindo em pleno período da ditadura militar no Brasil”, lembra a diretora. A trama de uma mulher negra descobrindo a si mesma, pela perspectiva política da alegria, é o fio condutor da peça.
“A gente vai sobreviver, a gente vai ser feliz e essa é a nossa maior vingança. Vingar através da alegria que nos mantém de pé.” — Marina Esteves
Serviço
Magnólia
Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026
Horário: Quinta-feira a domingo, às 20h30
As sessões de sábado contam com interpretação em Libras.
Ingressos: R$ 10 (associado Sesc) | R$ 15 (meia-entrada) | R$ 30 (inteira)
Ingressos: https://www.ingresso.com/evento/magnolia
Local: Sesc Copacabana – Espaço Mezanino | Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
Telefone: (21) 4020-2101
Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 90 minutos
Instagram: @vimvermarina
Foto: Divulgação

