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MAM Rio e UNESCO debatem papel educativo dos museus após 68 anos

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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro reabre o debate sobre a função social e pedagógica das instituições culturais ao realizar um seminário internacional gratuito em cooperação com a UNESCO, retomando um marco histórico ocorrido no próprio espaço em meados do século passado.

Marcado para os dias 30 e 31 de outubro de 2026, o Seminário Internacional Educação e Museus é realizado pelo MAM Rio em cooperação com a UNESCO, contando com o patrocínio da Petrobras e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O evento reúne educadores, curadores, pesquisadores e gestores culturais do Brasil e do exterior no recém-reaberto Bloco Escola para discutir os desafios contemporâneos da prática educativa nas artes.

Queremos refletir sobre como os museus podem produzir conhecimento e contribuir para uma sociedade mais democrática

MAM Rio e UNESCO debatem papel educativo dos museus após 68 anos
Foto: Fabio Souza

Resgate histórico e a vocação de museu-escola

A iniciativa retoma uma reflexão iniciada em 1958, ano da inauguração do Bloco Escola, quando o museu sediou o Seminário Regional da UNESCO sobre a Função Educativa dos Museus. O novo encontro acontece 68 anos após aquele marco e poucos meses depois da reabertura do espaço pedagógico, ocorrida em abril de 2026 com o apoio da Petrobras.

De acordo com Yole Mendonça, diretora executiva da instituição, a pergunta central formulada na década de 1950 sobre a razão de incluir uma escola na estrutura do museu continua atual. A gestora ressalta que a resposta histórica apontava para a compreensão do museu como um espaço de formação capaz de estimular o pensamento crítico e novas formas de compreender o mundo.

As discussões do seminário estão estruturadas em três eixos principais: os museus como espaços de pesquisa e formação; as práticas experimentais e pedagogias alternativas; e a contribuição das instituições museológicas para os processos democráticos e a construção da cidadania.

Diálogos entre especialistas nacionais e internacionais

O painel de convidados internacionais reúne nomes como Alejandro Cevallos, artista e antropólogo equatoriano e ex-diretor do Museo de la Ciudad de Quito; Elvira Espejo Ayca, artista boliviana e ex-diretora do Museo Nacional de Etnografía y Folklore de La Paz; Gabi Ngcobo, diretora do Kunstinstituut Melly em Roterdã e curadora da 10ª Bienal de Berlim; Sofía Olascoaga, artista e curadora mexicana; e Yaiza Hernández, professora da Universidade de Southampton, no Reino Unido. As curadoras Gabi Ngcobo e Sofía Olascoaga também integraram a equipe curatorial da 32ª Bienal de São Paulo, realizada em 2016.

Entre os debatedores brasileiros estão Gleyce Kelly Heitor, diretora de educação e território do Instituto Inhotim; Greciene Lopes Dantas, oficial de projetos da UNESCO no Brasil; Moacir dos Anjos, coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste; Pablo Lafuente, diretor artístico da instituição anfitriã; e Renata Bittencourt, diretora de educação do Instituto Moreira Salles.

Mesas de debate e grupos de trabalho práticos

A programação do primeiro dia conta com cinco mesas temáticas dedicadas a perspectivas históricas da educação museal, experiências institucionais, modelos alternativos de ensino, processos de pesquisa e o papel dos museus como plataformas de cidadania. A abertura formal terá a presença de Rafael Porto de Freitas, coordenador de patrocínio da ApexBrasil, Greciene Lopes Dantas e Yole Mendonça.

No segundo dia, os inscritos participarão de grupos de trabalho voltados à formulação coletiva de estratégias pedagógicas experimentais. A mediação das atividades fica a cargo de Antonio Gonzaga Amador, coordenador de mediação, e Shion, coordenadora de formação da Gerência de Educação e Participação do museu. O evento oferece tradução simultânea e intérpretes de Libras.

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