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Marina Melo leva álbum indicado pela APCA a palco histórico em SP

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Apresentação gratuita na capital paulista une repertório autoral indicado pela crítica especializada a narrativas sobre vivências e transformações urbanas.

O palco intimista da Casa Museu Ema Klabin recebe a cantora e compositora Marina Melo para a apresentação ao vivo do espetáculo baseado em seu terceiro trabalho de estúdio, Ousar Abrir. O projeto ganhou projeção ao ser apontado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como um dos discos de destaque de 2025, reunindo nove faixas inéditas sob a produção musical de Luiza Brina e lançamento assinado pelo selo Dobra Discos.

O trabalho transita entre memórias afetivas íntimas e tensões coletivas da cidade, abordando desde o excesso de informação até a crise climática.

Marina Melo leva álbum indicado pela APCA a palco histórico em SP
Foto: Laís Aranha

Conexão entre som e vivência metropolitana

A estrutura do álbum foi pensada em dois eixos conceituais distintos. Enquanto a primeira metade do repertório mergulha nas lembranças pessoais e na intimidade da artista, a segunda parte volta o olhar para o cenário coletivo, retratando o impacto das mudanças no clima, a sobrecarga do fluxo de dados e os desafios da convivência urbana.

A proposta sonora estabelece uma ponte direta com a mostra Habitar São Paulo: relatos femininos, aberta para visitação no local até o dia 27 de setembro. A montagem reúne registros e ensaios textuais produzidos por dez escritoras de diferentes gerações e trajetórias, entre elas Gilda de Mello e Souza, Zélia Gattai, Rita Lee, Giovana Madalosso, Paula Fábrio, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra, Luísa Marilac e Prudence Kalambay.

Trajetória marcada pelo humor e inventividade

Reconhecida pela teatralidade e pela construção de roteiros singulares para o palco, a artista acumula uma bagagem de mais de 130 apresentações autorais realizadas em palcos do Brasil e de Portugal. Sua discografia inclui os trabalhos de estúdio Soft Apocalipse, lançado em 2016, Estamos Aqui, de 2019, e a obra recente Ousar Abrir.

Marcada para o dia 10 de setembro, a performance na residência histórica oferece ao público a oportunidade de acompanhar composições como Anáguas, Menina, Líquida, Vênus, Doutor, Feed, Prometeu, Cidade e Tempo em formato acústico e imersivo.

Marina Melo leva álbum indicado pela APCA a palco histórico em SP
Foto: Laís Aranha

Preservação cultural no Jardim Europa

O endereço que sedia o evento preserva intactos os cômodos e o acervo reunidos pela colecionadora Ema Klabin entre 1961 e 1994. A fundação cultural sem fins lucrativos salvaguarda obras de mestres como Marc Chagall, Frans Post, Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de peças arqueológicas e artes decorativas que percorrem 35 séculos de história da arte, cercadas pelo projeto paisagístico de Roberto Burle Marx e decoração de Terri Della Stufa.

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