Ícone do site Aurora Cultural

Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering

mathieu balard desafia os limites da colagem visual na fabrica bhering featured

A sobreposição de jornais de época, livros esquecidos e camadas de estêncil redefine o espaço visual carioca com a chegada da mostra Isso não combina. Combina, Sim! ao Santo Cristo.

O universo gráfico do artista francês Mathieu Balard, que reparte sua produção entre a França e o Rio de Janeiro, ganha destaque com obras que desafiam a lógica tradicional da representação plástica. Sob a curadoria assinada por Bruno Castaing, o espaço da Galeria Dobra/Artnova recebe composições construídas a partir de recortes originais, cartazes, tinta e suportes impressos resgatados de diferentes períodos.

Não procuro criar novas imagens. Procuro criar novas relações entre as imagens.

Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação

O diálogo entre memória gráfica e cultura urbana

Marcado fortemente pela explosão visual dos anos 1980 e 1990, o repertório de Balard incorpora o espírito dos fanzines independentes, o ritmo da montagem audiovisual e as primeiras experiências com recursos digitais. O processo criativo se consolida pela descontextualização proposital de figuras e textos históricos, gerando narrativas que confrontam linguagens de tempos distintos.

Ao afastar o objetivo de gerar elementos visuais inéditos do zero, o artista aposta no atrito e no estranhamento poético provocado pelo encontro de imagens já consagradas. A técnica convoca o olhar do visitante para conexões particulares, permitindo que lembranças individuais atribuam significados singulares a cada painel montado.

Assim como um chef combina ingredientes conhecidos de maneiras inesperadas, procuro criar encontros visuais que sejam ao mesmo tempo surpreendentes e naturais.

Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação

Rotas e histórias no circuito industrial

O percurso da exposição funciona como uma sucessão de crônicas abertas, nas quais o humor e a subversão estética atuam diretamente sobre as certezas do observador. Sem exigir decodificações técnicas prévias, a montagem propõe uma fruição livre, fundamentada na identificação espontânea de ícones e signos culturais.

Abertas a partir do dia 03 de outubro no 2º andar da Fábrica Bhering, as salas de exibição integram o polo de ateliês da zona portuária carioca. A temporada fica em cartaz com visitação aberta durante as tardes até o encerramento das atividades na galeria.

Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação

Serviço


Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação
Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação
Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação
Mathieu Balard desafia os limites da colagem visual na Fábrica Bhering
Foto: Divulgação
Sair da versão mobile