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Menopausa vira humor e desabafo em peça na Arena Opus

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Entre crises hormonais, silêncio social e muito humor, “Mulheres em Chamas” transforma a menopausa em assunto central no palco da Arena Opus, em São José, no próximo 30 de agosto de 2026.

O ponto de partida da peça é simples e sufocante: três mulheres acima dos 40 anos ficam presas em um elevador por 17 minutos, sem sinal, ventilação ou filtro. A partir desse confinamento, a comédia protagonizada por Miá Mello, Camila Raffanti e Juliana Araripe abre espaço para falar sobre um tema ainda cercado de silêncio e desinformação.

Criado pelas próprias atrizes e dirigido por Paula Cohen, o espetáculo mistura experiências reais e ficção para retratar o climatério com humor, exagero e situações absurdas. Mudanças no corpo, sobrecarga emocional, desejo, envelhecimento e pressão social aparecem em cena como parte de um cotidiano que muitas mulheres reconhecem imediatamente.

O que parecia apenas um elevador parado vira um espaço de confissões, crises hormonais e libertação coletiva.

Quando o corpo parece seguir outras regras

A identificação é um dos motores da peça. Em “Mulheres em Chamas”, o desconforto provocado pelas transformações do corpo deixa de ser escondido para virar conversa aberta — e, muitas vezes, motivo de riso. A proposta é justamente retirar a menopausa do lugar de tabu.

As experiências pessoais das atrizes ajudam a construir essa narrativa. Miá Mello conta que chegou a acreditar que os primeiros sintomas fossem consequência de jet lag. Já Camila Raffanti percebeu o climatério aos 39 anos. Essas vivências aparecem misturadas à ficção em cenas que transitam entre o cotidiano e o surreal.

O elevador também funciona como metáfora. Para Camila, o espaço representa a sensação de paralisia causada pelas mudanças físicas e emocionais dessa fase. Presas ali, as personagens compartilham memórias, medos e angústias até encontrarem maneiras de atravessar juntas aquele momento.

Humor para quebrar o silêncio

Ao longo dos 80 minutos de espetáculo, amizade e humor surgem como formas de sobrevivência. Entre crises hormonais e delírios, a peça brinca com a ideia de que existe o “mundo real” e o “mundo hormonal”, dois espaços que frequentemente parecem acontecer ao mesmo tempo.

A montagem também busca ampliar a conversa para além das mulheres que vivem a menopausa. Segundo as atrizes, o espetáculo pode aproximar homens e outras gerações das transformações que atravessam metade da população, mas que ainda costumam ser tratadas em voz baixa.

No palco, o confinamento inicial se transforma em libertação coletiva. O que começa com três mulheres presas em um elevador termina como um convite para encarar a menopausa sem vergonha, silêncio ou isolamento.

Serviço

Descontos e regras de acesso

O evento conta com opções de meia-entrada para estudantes, idosos, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência, doadores regulares de sangue, menores de 18 anos e professores da educação básica e superior, conforme legislações vigentes e mediante apresentação da documentação exigida.

Também há 55% de desconto para Sócios Clube Opus e 40% de desconto no ingresso solidário mediante doação de 1kg de alimento não perecível no dia do evento.

A produção informa ainda que não será permitida a entrada com objetos como câmeras profissionais, drones, bebidas alcoólicas, mochilas maiores que 20x30cm, bastões de selfie, armas, fogos de artifício e outros itens considerados de risco pela organização.


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