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Mostra Amor ao Cinema exibe 52 obras e clássico com cheiro no CineSesc

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Composta por 52 títulos divididos em dois eixos conceituais, a 4ª edição da Mostra Amor ao Cinema ocupa as salas presenciais e virtuais para discutir os bastidores da produção e as quebras de linguagem audiovisual.

O evento ocorre entre 9 e 26 de setembro, ocupando o tradicional espaço do CineSesc e alcançando alcance nacional por meio do streaming gratuito no Sesc Digital. A seleção equilibra clássicos históricos e títulos inéditos, estruturados nas frentes Filmes sobre Cinema e Filmes de Ruptura, além de contar com o espaço formativo do CineClubinho.

A edição reúne 52 filmes, entre clássicos e inéditos, organizados em dois eixos: Filmes sobre Cinema e Filmes de Ruptura.

Mostra Amor ao Cinema exibe 52 obras e clássico com cheiro no CineSesc
Foto: Divulgação

Estreia de Mark Cousins e o olhar sobre o fazer fílmico

A abertura oficial acontece em 9 de setembro, às 20h, no CineSesc, com a primeira exibição no país de A História dos Documentários: Introdução. A obra é assinada pelo diretor britânico Mark Cousins, realizador de A História do Cinema: Uma Nova Geração, que também integra a grade do evento. A exibição inaugural tem entrada gratuita, mediante retirada de ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria.

No segmento Filmes sobre Cinema, as produções examinam a cultura audiovisual a partir de seus processos técnicos e sociais. O catálogo inclui Arquivo Vivo, de Vincent Carelli e Ana Carvalho; Os Diários de Ozu, de Daniel Raim; A Negação do Brasil, dirigido por Joel Zito Araújo; Na Teia da Aranha, de Kim Jee-woon; e Amador, clássico de Krzysztof Kieslowski.

Completam este núcleo títulos como Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes; Blow-Up – Depois Daquele Beijo, de Michelangelo Antonioni; The Watermelon Woman, de Cheryl Dunye; Primavera para Hitler, de Mel Brooks; Morte e Vida Madalena, de Guto Parente; A Noite Já Está Partindo, de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas; A Divina Comédia, de Ali Asgari; e White Snow, de Praveen Morchhale.

Trilhas raras, pornochanchada e telas perfumadas

O eixo Filmes de Ruptura reúne obras marcadas por experimentações estéticas, narrativas e comportamentais. O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein, ganha duas versões: uma com ambientação eletrônica inédita criada pelo duo Pet Shop Boys e outra com a trilha sonora sinfônica elaborada a partir das composições de Dimitri Shostakovich.

A lista segue com o marco africano A Garota Negra, de Ousmane Sembène; Alma no Olho, de Zózimo Bulbul; Metrópolis, de Fritz Lang; Quando Fala o Coração, de Alfred Hitchcock; Eles Vivem, de John Carpenter; As Pequenas Margaridas, de Věra Chytilová; A Mulher Sem Cabeça, de Lucrecia Martel; Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes; Um Sonho Mais Longo Que a Noite, de Niki de Saint Phalle; além de produções de Robert Drew e Luis Buñuel.

Entre as atrações especiais, a diretora Fernanda Pessoa participa da Sessão Comentada do documentário Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, focado na produção nacional da pornochanchada. O cineasta brasileiro Fernando Coni Campos é homenageado com as exibições de Ladrões de Cinema e da cinebiografia Fernando Coni Campos: Cada Um Vive Como Sonha.

O diretor John Waters ganha sessão especial de Polyester com a recriação do sistema Odorama. O público recebe uma cartela numerada para raspar e liberar diferentes aromas sincronizados com as cenas exibidas em tela.

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