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Mostra Espelhos d’África estreia no Rio com filmes premiados e oficina

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A CAIXA Cultural Rio de Janeiro abre espaço para o cinema africano contemporâneo com uma seleção gratuita de produções premiadas em festivais internacionais, debates sobre identidade e atividades de formação audiovisual.

Após três edições realizadas em Salvador, a mostra desembarca na capital fluminense para apresentar a diversidade narrativa do continente. A iniciativa busca ampliar o acesso do público brasileiro a obras que abordam temas fundamentais como memória, pertencimento, juventude e transformações sociais em diferentes países africanos.

Não queremos apresentar o continente como uma realidade única, mas como um conjunto de sociedades e experiências diversas, que produzem suas próprias imagens e maneiras de compreender o mundo.

Mostra Espelhos d'África estreia no Rio com filmes premiados e oficina
Foto: Divulgação

Destaques internacionais e produções premiadas

A abertura do evento traz a exibição de Variations on a Theme, obra dirigida por Jason Jacobs e Devon Delmar, reconhecida com o Tiger Award, principal prêmio do Festival Internacional de Cinema de Roterdã em 2026. A programação inclui também Katanga, la danse des scorpions, do cineasta burquinense Dani Kouyaté, vencedor do Étalon d’Or no FESPACO.

Outros títulos selecionados para a edição no Rio de Janeiro contemplam O Profeta, produção angolana que integrou a competição Tiger em Roterdã, e Atcha Atcha, de Mamadou Dia, apresentado no Festival de Locarno em 2026. O evento exibe ainda curtas-metragens que dialogam com as vivências familiares e a busca por representatividade.

Formação audiovisual e debate crítico

Além das exibições nas salas de cinema, o projeto promove reflexões por meio da Oficina de Crítica Cinematográfica, conduzida por Sabrina Andrade. A cineasta e documentarista, formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretora da Aiocá Produções, aborda na atividade os fundamentos da análise audiovisual, linguagem de cena e contexto de recepção das obras.

Criada em 2019 sob a idealização e curadoria de Sabrina Andrade ao lado de Chantal Durpoix, a mostra já reuniu mais de 7.500 espectadores ao longo de 95 sessões e 56 filmes exibidos. A realização conta com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.

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