Em Nova Veneza (GO), irmãs polenteiras mantêm viva a tradição italiana que atravessa gerações e ganha força no Festival Italiano de 2026.
No coração da cultura ítalo-goiana, são as mulheres que sustentam, com mãos firmes e corações generosos, a herança dos imigrantes que chegaram ao estado no final do século XIX. No município de Nova Veneza, a memória familiar e os saberes culinários se entrelaçam há décadas, revelando um verdadeiro patrimônio cultural vivo.
O matriarcado da polenta
Desde o cultivo do solo até o ponto perfeito da polenta, foram mães e avós que ensinaram a arte culinária e transmitiram valores. As irmãs Ana (68), Nida (62) e Divina (59) são exemplo disso: há quase 20 anos, tornaram-se as polenteiras mais conhecidas do Festival Italiano de Nova Veneza, que celebra sua 20ª edição em 2026. O trio mantém viva a receita de família, aprendida há gerações, servindo centenas de visitantes em meio à alegria das festas.
“Agora estamos juntas todos os anos fazendo polenta, para não deixar a cultura morrer”, conta Dona Ana.
Tradição e renovação
Com o apoio dos netos e jovens da comunidade, o legado das polenteiras continua firme. Para Dona Ana, ensinar os mais novos é essencial para manter a chama acesa: “Tem que pôr eles pra aprender, porque nós já estamos velhas”, brinca. As irmãs acreditam que o segredo da polenta perfeita vai além da receita — está na união, na fé e na alegria de servir.
Realizado entre 28 e 31 de maio, o Festival Italiano de Nova Veneza é o maior evento de cultura italiana em Goiás. Com o tema Brindiamo Storia e Sapori (“Brindando História e Sabores”), deve reunir mais de 150 mil visitantes em quatro dias de celebração repletos de gastronomia, música e tradição.
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