Ícone do site Aurora Cultural

Museu das Favelas ativa agosto com livros e Festa de Favela

museu das favelas ativa agosto com livros e festa de favela featured

Memória, literatura e produção cultural periférica estruturam a agenda de agosto do Museu das Favelas, que articula formação, lançamentos e uma nova edição da Festa de Favela.

O Museu das Favelas apresenta uma programação que atravessa debates sobre identidade, práticas curatoriais e produção artística negra. Ao longo do mês de agosto de 2026, a instituição reúne atividades presenciais e virtuais, com destaque para lançamentos literários, oficinas e encontros formativos voltados à museologia e à comunicação cultural.

A agenda propõe uma releitura da memória e da cidade a partir das experiências e narrativas da população negra.

Um livro que redesenha a cidade

No dia 08/08, o museu recebe o lançamento de “São Paulo Negra”, obra organizada por Guilherme Soares Dias, do Guia Negro. Construído com a colaboração de 25 lideranças, o livro parte de experiências de afroturismo para propor uma leitura da capital paulista centrada nas contribuições históricas e culturais da população negra.

A publicação surge como desdobramento de quase uma década de caminhadas e pesquisas, conectando turismo consciente, reparação histórica e resgate de memórias invisibilizadas.

Formação e curadoria em debate

Nos dias 12 e 13 de agosto, o ciclo virtual “Conexões Museu: Comunicação Museológica — O que se conta? Como se conta?” reúne especialistas para discutir práticas curatoriais e comunicação em museus. A formação conta com a participação de Aline Montenegro Magalhães, do Museu Paulista (USP), e Ayla Rocha, do próprio Museu das Favelas.

A proposta é tensionar modelos tradicionais e incentivar abordagens mais diversas, com foco em acessibilidade, educação e perspectivas decoloniais.

Literatura e empreendedorismo periférico

No dia 15/08, o espaço recebe o lançamento de “Vozes de Impacto: Empreendedorismo social feminino como caminho de transformação”, organizado por Paula Sales. A obra reúne experiências de mulheres que atuam nas periferias, com foco em soluções socioambientais e modelos de gestão.

Já no dia 23/08, a coletânea “Escrevivências para re-Existir”, organizada por Rosemeire Oliveira Vaz, apresenta textos de 22 autoras negras. Inspirada no conceito de escrevivência, a publicação articula memória, educação e enfrentamento ao racismo.

Arte, identidade e o corpo em cena

Como extensão da exposição “Com Amor, Alcione”, o encontro “Pesquisa de CRIA: Encontro de Saberes”, no dia 22 de agosto, propõe reflexões sobre estética, identidade e produção de mulheres negras. Participam Talitha de Jesus e Will da Afro, conectando arte, migração e linguagem corporal.

Encerramento com samba e audiovisual

A programação se encerra no dia 29/08 com a Festa de Favela, integrada ao Festival Estéticas das Periferias. O encontro reúne cerca de 40 coletivos e entidades culturais, com roda de samba do grupo Amigas do Samba, mostra audiovisual de cineastas periféricos e visita mediada à exposição em cartaz.

Serviço

Sair da versão mobile