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Museu do Ingá revela acervo raro e trajetória de Zé Igino

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Obras que quase nunca são vistas e uma trajetória construída dentro do próprio museu entram em foco em duas exposições que reposicionam o olhar sobre o acervo e a produção artística ligada ao espaço.

O Museu do Ingá, em Niterói, inaugura na primeira semana de agosto duas exposições que operam em direções complementares. Enquanto “Ingá: Revelações de um Acervo”, aberta em 6 de agosto de 2026, traz ao público obras raramente exibidas, a mostra “Zé: A Criação dos Bichinhos”, com abertura em 8 de agosto de 2026, revisita mais de quatro décadas de produção do artista Zé Igino.

O que fica guardado também constrói a história — e, quando exposto, muda a forma como o público entende o acervo.

O que estava guardado agora ganha narrativa

Em “Ingá: Revelações de um Acervo”, o percurso expositivo parte da Reserva Técnica do museu, espaço que abriga peças preservadas e pouco acessíveis ao público. A curadoria organiza as obras em cinco núcleos temáticos que atravessam arte contemporânea, paisagem, memória, patrimônio e cultura popular brasileira.

A exposição também presta homenagem ao pintor Lucílio de Albuquerque, nome relevante na pintura brasileira entre o fim do século XIX e o início do século XX, reforçando o diálogo entre diferentes períodos e linguagens presentes no acervo.

Quatro décadas de criação dentro do museu

Já “Zé: A Criação dos Bichinhos” se concentra na trajetória de Zé Igino, desenvolvida na Oficina de Gravura do Museu do Ingá desde a década de 1980. A retrospectiva reúne gravuras que evidenciam processos técnicos, experimentações visuais e uma dimensão poética associada à sua produção.

Reconhecido no campo da arte naïf brasileira, o artista tem sua obra apresentada em diferentes momentos, permitindo observar continuidades e transformações ao longo do tempo. A programação inclui ainda a exibição de um documentário sobre sua trajetória, seguida de uma roda de conversa com o próprio artista.

Entre memória institucional e produção viva

As duas exposições articulam dimensões distintas do mesmo espaço: de um lado, o patrimônio preservado e raramente exibido; de outro, a produção artística que se desenvolve dentro do museu. O resultado é um recorte que aproxima o público tanto da história quanto dos processos criativos que seguem em curso.

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