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Museu Nacional abre bastidores e memória em duas exposições

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Entre técnicas científicas e restos do incêndio, duas exposições no Paço de São Cristóvão colocam o público diante do que sobreviveu — e do que está sendo reconstruído no Museu Nacional.

O Museu Nacional/UFRJ, por meio do Projeto Museu Nacional Vive, apresenta duas mostras temporárias em cartaz até 30 de agosto de 2026. No Paço de São Cristóvão, o visitante percorre caminhos distintos: um revela os processos invisíveis da ciência; o outro confronta diretamente os vestígios do incêndio de 2018.

As exposições colocam lado a lado o que se perdeu e o que ainda está em construção dentro do Museu Nacional.

O que acontece longe do público

Em “Bastidores da Ciência”, o foco sai das vitrines e vai para os processos. A mostra apresenta técnicas como restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e ilustração científica. São etapas que sustentam o trabalho do museu, mas raramente aparecem para quem visita.

Também estão expostos instrumentos musicais produzidos com madeiras resgatadas do incêndio, além de achados arqueológicos e diferentes acervos científicos. O percurso evidencia como pesquisa e preservação caminham juntas — e como parte do acervo segue sendo reconstruída.

Cinzas transformadas em linguagem

Já “Rescaldo das Memórias”, do artista Vik Muniz, parte diretamente dos vestígios do incêndio. A exposição reúne fotografias e esculturas feitas com cinzas e fragmentos recuperados do próprio palácio.

Instalada no ponto onde o fogo começou em 2018, a obra propõe uma leitura sobre perda e reconstrução. O espaço não esconde a tragédia — transforma seus restos em matéria artística e reflexão.

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