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Musical indígena transforma palco em revolução poética

Com direção de Rafael Bacelar, “A cura da Terra – Pequenas Revoluções” estreia no Ziembinski em 7 de março, unindo rock, ancestralidade e ecologia.

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O novo espetáculo do Coletivo Indígena Autônomo (CIA) é inspirado no livro de Eliane Potiguara, pioneira da literatura indígena brasileira. A peça propõe uma viagem poética por histórias de resistência e sonhos infantis capazes de curar o planeta, entre revoluções indígenas da América Latina.

Com dramaturgia de Idylla Silmarov, Jessyca Meyreles e Juão Nyn, o musical apresenta uma banda de rock que canta as lutas dos povos originários, interligando temas como emergência climática, diálogo intergeracional e valorização das culturas indígenas. A língua Apurinã, do tronco Aruak, é inserida como ferramenta socioeducacional pelo ator Yumo Apurinã.

“A presença massiva e total de corpos indígenas em cena é, por si só, uma revolução”, afirma o diretor Rafael Bacelar.

Segundo Bacelar, a encenação dá continuidade às pesquisas iniciadas em “Karaiba: um musical originário”. Ele destaca que a nova produção propõe um teatro político pela celebração da vida e da presença indígena em cena, com ficha técnica majoritariamente indígena.

Serviço

Espetáculo: “A Cura da Terra – Pequenas Revoluções”

Temporada: 07 a 29 de março

Horário: Sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 15 (meia-entrada) / R$ 30 (inteira)

Local: Teatro Municipal Ziembinski — Av. Heitor Beltrão, s/nº, Tijuca, Rio de Janeiro

Classificação: Livre | Duração: 60 minutos

Instagram: @coletivoindigenaautonomo

Foto: Divulgação

Musical indígena transforma palco em revolução poética
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