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O encontro que quer mudar a cena musical negra em Floripa

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Artistas, produtores e curadores se reúnem em Florianópolis no dia 14 de maio para debater e fortalecer a música preta catarinense. Entrada gratuita.

A cena cultural de Florianópolis é vibrante, mas ainda fragmentada. Bolhas que limitam a circulação de artistas e dificultam a construção de narrativas coletivas são um obstáculo real para quem atua na música preta na capital de Santa Catarina. É justamente esse nó que o Conexão Bolo Pretto quer desatar.

No dia 14 de maio, a partir das 18h30, a Fundação Cultural Badesc recebe a primeira edição do evento, uma iniciativa gratuita e aberta que chega para aproximar universos, estimular trocas e fortalecer a presença da cultura negra na ilha.

Uma ideia que nasceu olhando para outros estados

O Conexão Bolo Pretto é idealizado pela Bolo Pretto, hub cultural e de entretenimento fundado por Gabriel Rosa, Luis Felipe e Renan Martinho. A iniciativa se inspira em encontros semelhantes realizados em outros estados brasileiros e chega a Florianópolis com um objetivo claro.

A nossa ideia é reunir artistas, produtores, curadores, marcas e agentes culturais em um encontro voltado à troca, ao debate e à construção coletiva.

Luiz Felipe, cofundador da Bolo Pretto

Mais do que um painel, o evento é pensado como um ambiente fértil para conexões reais, aquelas que resultam em parcerias, projetos e novas possibilidades para quem atua na cena.

O debate no centro do palco

O eixo principal da noite será o painel “Música Preta em Florianópolis: Cena e Construção — Quem são, onde estão e como se fortalecem?”. A conversa vai percorrer identidade, território, sustentabilidade e estratégias de fortalecimento da cena negra catarinense.

Os nomes confirmados trazem trajetórias diversas e complementares. A cantora Dandara Manoela transita entre o samba, a nova MPB e influências afro-latinas. Elô Gonzaga carrega a ancestralidade como marca e acumula parcerias com grandes nomes da música brasileira. O jornalista Edsoul é também educador social, reconhecido por projetos de impacto nas periferias. Já o DJ Felipe Martins chega com mais de 15 anos de atuação como pesquisador musical e produtor cultural.

A mediação será conduzida por Elen Cristina, especialista em gestão de comunidades e ecossistemas de impacto. O anfitrião musical é Gabriel Rosa, artista do Morro da Caixa que usa a arte como ferramenta de descolonização e cura.

Como vai ser a noite

A programação começa às 18h30 com a recepção dos participantes. Às 19h, tem início o painel com os convidados. Depois do debate, a noite segue com um happy hour animado por apresentações breves dos artistas e discotecagem.

Queremos criar um ambiente propício para conexões e futuras parcerias.

Luis Felipe, cofundador da Bolo Pretto

A entrada é gratuita, mas exige inscrição prévia pela plataforma Pensa no Evento. O link está disponível no perfil do Instagram @boloprettolab. A classificação indicativa é de 18 anos.


Serviço


O encontro que quer mudar a cena musical negra em Floripa
Foto: Divulgação
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