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O pioneiro do vibrafone chorão ganha foco no Sesc

Mesquita do Vibrafone volta ao centro da cena em curso com Ricardo Valverde no Sesc SP, unindo pesquisa, memória e escuta comentada.

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O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP recebe a atividade Alfredo de Souza, o Mesquita do Vibrafone, dedicada ao pioneirismo e à contribuição do músico para a linguagem do vibrafone chorão. O encontro parte de uma pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Música da UFBA e recoloca em evidência um nome tratado como fundamental para a história do vibrafone popular no Brasil.

Mais do que recuperar uma biografia, a proposta articula memória, investigação acadêmica e prática musical. Assim, o público é convidado a pensar tradição, linguagem instrumental e processos criativos dentro do choro brasileiro.

Ricardo Valverde e o vibrafone chorão

À frente da atividade, Ricardo Valverde construiu uma trajetória diretamente ligada à inserção do vibrafone chorão na música brasileira. Ele é músico, vibrafonista, percussionista, compositor e produtor, além de mestre pela UFBA e atualmente pesquisador com atuação continuada na área.

Esse percurso aparece também em sua discografia, que reúne álbuns como 3 em 3×4, Teclas no Choro, Trios, Xirê de Vibrafone, Ensemble Choro Erudito e Voz + Vibrafone. Em 2019, Valverde venceu o Prêmio Profissionais da Música como melhor artista de choro, reforçando seu lugar na cena instrumental brasileira.

O que o público vai encontrar

A atividade foi estruturada em três frentes. Primeiro, apresenta a trajetória artística do pesquisador e os caminhos da investigação; depois, discute os aspectos históricos e musicais de Mesquita; por fim, propõe a escuta comentada de fonogramas gravados pelo artista.

Com isso, o curso transforma pesquisa em experiência compartilhada. Em vez de um relato puramente acadêmico, a proposta aproxima o público da escuta e do contexto que ajudaram a formar a linguagem do vibrafone no choro.

Mesquita volta ao debate

Alfredo de Souza, conhecido como Mesquita do Vibrafone, é apresentado na programação como figura fundamental na construção da linguagem do instrumento no choro brasileiro. Ao trazer esse legado para o centro da conversa, o Sesc também amplia o debate sobre memória musical e sobre personagens que ajudaram a moldar a música popular do país.

Esse gesto tem peso simbólico. Afinal, revisitar trajetórias como a de Mesquita ajuda a entender como o choro absorveu novas sonoridades e reinventou sua tradição instrumental ao longo do tempo.


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