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O tambor que conta histórias chega grátis ao Rio e a Caxias

O espetáculo “A Menina Akili e Seu Tambor Falante” celebra a ancestralidade africana em sessões gratuitas no Rio e em Duque de Caxias a partir de abril.

Idealizado, escrito e estrelado por Verônica Bonfim, o espetáculo infantil “A Menina Akili e Seu Tambor Falante” chega ao Rio de Janeiro e a Duque de Caxias com entrada totalmente gratuita para toda a família. Com direção de Rodrigo França, a montagem reverencia a tradição oral africana, o protagonismo feminino negro e a força ancestral dos griôs — mestres guardiões da memória coletiva de povos africanos.

A jornada de Akili

A narrativa acompanha Akili, uma menina nascida na pequena aldeia africana de Adimó, que sonha percorrer o mundo com seu tambor falante, Aláfia, cantando e contando as histórias de seu povo. Seu maior desejo é tornar-se uma griote — guardiã da tradição oral de sua aldeia. Nessa jornada de descobertas, dois encantados a guiam: a Rainha Ananse, uma aranha divertida e sábia, e a Senhora das Águas.

O tambor ocupa o centro sagrado da história, representando um instrumento de comunicação oral para os povos africanos e originários ao redor do mundo. Por meio dele, o espetáculo também ressalta o valor da amizade, a reverência aos mais velhos e o papel essencial da criança na construção da comunidade.

“A dramaturgia de A Menina Akili é fruto de uma pesquisa profunda, todos os valores civilizatórios africanos estão nesse espetáculo. Existem dois encantados que guiam a Menina Akili nessa jornada para se tornar uma griote, uma guardiã da tradição oral do povo dela, a Rainha Ananse e a Senhora das Águas. Ou seja, é um espetáculo muito bonito, tenho muito orgulho porque faz parte da minha ancestralidade e é a minha oferenda para todas as crianças negras, para todas as famílias e para todos aqueles que querem se ver representados nessa história.” — Verônica Bonfim, idealizadora e dramaturga

Uma África de reis e rainhas

Inspirado no primeiro livro infantil homônimo de Verônica Bonfim, o projeto propõe uma experiência poética, musical e educativa. A obra reafirma a importância das histórias e da memória como caminhos de conexão entre gerações — sobretudo para famílias negras.

“Akili, o musical traz uma África colorida, diversificada como ela é, um continente gigante, com vários países, várias línguas, vários povos. Minha vontade é de mostrar para as crianças a potência da nossa história e desse continente imenso, berço da humanidade. Uma África de reis e rainhas, para devolver pra gente nossas coroas que nos foram roubadas e devolver para as crianças a verdadeira história, a que não nos contaram”, afirma Verônica Bonfim.

O projeto tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), por meio do Edital Literatura do Rio ao RJ. A realização é da Oh de Casa Produções Artísticas, com produção associada da Paragogí Cultural.


Serviço

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