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Obras de Vik Muniz e lendas amazônicas viram palco para crianças

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As formas inusitadas de Vik Muniz e os mistérios da tradição oral amazônica transformam-se em um grande laboratório de experimentação artística e escuta para celebrar o mês da infância e da educação.

O encerramento de uma das mostras mais visitadas do ano e a imersão nos ecossistemas do Norte do país guiam as novas narrativas do Centro Cultural Banco do Brasil Rio (CCBB RJ). No mês em que se comemora o Dia das Crianças e o Dia do Professor, o espaço reformula suas atividades do Educativo para conectar o público com a memória, a ancestralidade e a natureza.

As últimas semanas da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, em cartaz até 12 de outubro, ganham visitas mediadas em Libras e experiências com objetos táteis voltados para pessoas cegas e com baixa visão. Os suportes ajudam a perceber os trabalhos do artista de maneira inclusiva, explorando materiais do cotidiano que viram arte.

Através da palavra, a humanidade se inventa, reinventa e estabelece suas relações com o mundo. É para isso que contamos histórias desde sempre – para entender a vida e preservar nossa existência.

Obras de Vik Muniz e lendas amazônicas viram palco para crianças
Foto: Divulgação

Despedidas visuais e boas-vindas à floresta

Com o fim da mostra de Vik Muniz, os diálogos e vivências do espaço passam a focar na exposição “Amazônicas – Poéticas Femininas”, disponível até 16 de novembro. As atividades propostas resgatam a relação entre território, recursos naturais e os povos originários, convidando os participantes a criarem tintas com pigmentos da terra e a desenharem cenários coletivos.

Na Hora do Conto, lendas da tradição oral assumem o protagonismo da programação. Narrativas como “Antes de ser Amazônia” e “Os Olhos da Floresta” transportam os participantes para o universo dos mitos ribeirinhos e ensinamentos indígenas, valorizando a memória de comunidades como Karajá e Sateré-Mawé.

Obras de Vik Muniz e lendas amazônicas viram palco para crianças
Foto: Divulgação

Encontros de gerações no palco e na literatura

A celebração ganha trilha sonora própria com a apresentação de Bia Bedran, que abre as comemorações no feriado de 12 de outubro. O espetáculo “Bia, Seus Livros e Canções” reúne o músico Guilherme Bedran e o percussionista Paulão Menezes para revisitar as histórias de seus 22 livros infantis, marcando seus 53 anos dedicados à cultura para os pequenos.

No mesmo dia, o Grupo Pedras encena “Rosa e a Semente”, obra voltada ao público infantil dirigida por Isaac Bernat e inspirada livremente no conto chinês O Pote Vazio. A peça utiliza teatro físico, manipulação de formas animadas e trilha ao vivo para abordar temas profundos como coragem, honestidade e o tempo necessário para o cultivo da terra.

Já os educadores ganham um espaço de reflexão no dia 24 de outubro, com a presença de Inês de Biase. A especialista comanda uma roda de conversa voltada a repensar a infância contemporânea e oferecer caminhos literários na formação de leitores mais críticos, criativos e empáticos.

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Foto: Divulgação

Serviço


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