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Observatório de Favelas celebra 25 anos com festival cultural na Maré

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Completando duas décadas e meia de produção de conhecimento e incidência política a partir dos territórios populares, o Observatório de Favelas reúne arte, pensamento crítico e música em um grande encontro gratuito no Galpão Bela Maré.

O simbolismo do vergalhão exposto nas lajes e construções guia a concepção do encontro: a estrutura não aponta para o inacabado, mas para a continuidade e a capacidade de expansão dos projetos comunitários. No dia 22 de agosto de 2026, a instituição realiza o Festival DE FAVELAS – 25 anos acreditando nas potências dos territórios populares, ocupando o espaço cultural situado na Nova Holanda, no Rio de Janeiro.

A base existe porque muitas pessoas a construíram, mas ela permanece aberta para que outras gerações possam seguir erguendo novos andares dessa história.

A reflexão compartilhada por Isabela Souza, diretora da organização ao lado de Elionalva Sousa, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino, resume o posicionamento da gestão atual, composta integralmente por mulheres. A instituição, fundada em 2001, atua na formulação de metodologias e políticas públicas focadas na superação das desigualdades e no direito à cidade em cinco eixos centrais: Arte e Território, Comunicação, Direito à Vida e Segurança Pública, Educação e Políticas Urbanas.

Imaginários visuais e debates sobre democracia

As atividades começam pela manhã com a exibição da animação Como Mágica, de Nathan Greno, pelo CineBela, seguida de conversa com Pietra Mesquita e Ysake Rosa. Logo após, o pesquisador Thiago Britto conduz a oficina A tecnologia da imaginação, exercício voltado ao resgate de memórias, inteligência ancestral e produção visual conectada ao território.

Na sequência, o público confere a inauguração da mostra Tudo começa pelo território, assinada pela curadoria de Ana V. Lopes e Monara Barreto em parceria com o Programa Imagens do Povo. A exposição reúne registros fotográficos e peças audiovisuais de artistas como AF Rodrigues, Ana Bia Novais, Arthur Viana, Caio França, Diego Reis, Elisângela Leite, Francisco Valdean, Gabe Ferreira, Patricia Dias Belaestilosa, Ratão Diniz e Thanis Parajara.

Mesas temáticas e encerramento com samba

O período da tarde concentra três debates fundamentais: Mutirão: a força do fazer junto, Bem-viver, território e democracia e Inventar futuros: cultura, memória e produção de narrativas. As conversas contam com a presença de convidados como Ana Santos, Dauá Puri, Ricardo Henriques, Eliana Sousa, Aliã Wamiri Guajajara, Ana Carolina Lourenço, Marcelle Decothé, Akili Ribeiro, Silvana Bahia, Paulo Andrade, Rapha Vicente e Francisco Valdean, sob mediação de Junior Pimentel, Raquel Willadino e Anna Luisa Oliveira.

Após as saudações dos fundadores Jailson Sousa e Jorge Barbosa, a programação cultural encerra a jornada com a roda de samba do Grupo Arruda e discotecagem da DJ Bieta.

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