Flores impossíveis brotam de um fundo do mar imaginado: “Tramas” reúne bordado, cerâmica e instalação têxtil no Centro Cultural Correios RJ a partir de 25 de março.
A artista visual Patrícia Secco abre no dia 25 de março de 2026 a exposição “Tramas”, ocupando as salas I e II do 3º andar do Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. Com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico de Alê Teixeira, a mostra conecta bordado, máscaras pintadas, instalação têxtil e esculturas em cerâmica num percurso sensorial onde o Brasil, o mito e o sonho se encontram.
Um universo tecido ponto a ponto
As telas bordadas funcionam como cartografias sensíveis. Linhas se desdobram em rios, raízes, ventres e caminhos internos — cada ponto é memória pulsante, gesto que sutura o invisível.
As máscaras pintadas revelam a multiplicidade do imaginário brasileiro: fauna e flora tropicais, festas populares, narrativas afro-indígenas, rituais e encantamentos. São rostos que emergem como guardiões simbólicos de uma identidade múltipla e vibrante.
A instalação têxtil é um organismo em movimento. Pássaros em tecido flutuam como fragmentos de sonho; peixes circulam entre camadas; e linhas vermelhas costuram o espaço como artérias vivas. O vermelho guia o olhar e simboliza vida, paixão, terra fértil e pulsação — um fio que une céu e mar, voo e profundidade.
Flores de Atlântida em cerâmica branca
O núcleo mais onírico da exposição nasce de um sonho profundo da artista: a visão de um fundo do mar indo embora, revelando flores impossíveis e etéreas. As cerâmicas brancas ecoam a mitologia de Atlântida — flores que não existem na botânica do mundo, mas florescem na memória e na fronteira entre o real e o mítico. Brancas porque carregam o silêncio e a luminosidade do que se revela quando tudo submerge, como fósseis de um jardim perdido.
“Tramas” celebra o encontro entre matéria e mito, tradição e imaginação, Brasil e Atlântida. Uma travessia sensorial onde cada obra é um fragmento de terra, um gesto de trama e um sopro de sonho.
Estética da Regeneração e consciência ambiental
Diante do cenário global de mudanças climáticas, “Tramas” propõe um contraponto à narrativa do colapso. Através da chamada “Estética da Regeneração”, as obras ocupam o espaço com leveza, utilizando a maleabilidade das fibras e a transparência dos suportes para materializar o sonho de um mundo em paz e harmonia ambiental.
Sob o olhar de Alê Teixeira, a expografia desafia a rigidez das paredes, criando um percurso imersivo e etéreo. Iluminação focal destaca texturas e sombras projetadas, transformando as salas em experiência tridimensional.
Atividades paralelas
A programação ao longo da mostra inclui quatro ações:
25 de março (Inauguração): Vernissage e lançamento da “Rede de Sonhos” — ação coletiva em que o público amarra seus desejos de paz e futuro numa rede instalada na galeria. Haverá visita guiada inaugural com Patrícia Secco e Carlos Bertão.
Workshop de Upcycling Têxtil: Oficina prática de criação artística com reaproveitamento de materiais, focada em sustentabilidade.
Roda de Conversa “Arte, Clima e o Sonho”: Encontro com a equipe criativa e convidados das áreas de artes e meio ambiente.
09 de maio (Encerramento): Finissage com a visualização coletiva da Rede de Sonhos construída pelos visitantes ao longo de toda a exposição.
Quem está por trás de “Tramas”
Patrícia Secco é arquiteta carioca que, há quase trinta anos, ingressou na Corcoran School of the Arts and Design da George Washington University em Washington, DC, onde recebeu três prêmios em 1996 e 1997. Desde então, participou de exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Londres, Paris, Roma, Lisboa, Washington, Nova Iorque e Miami, além de expor no Museu do Meio Ambiente e em espaços como o CCBB de Brasília e a Casa de Cultura Laura Alvim.
Carlos Bertão é advogado carioca com mestrado em Direito Internacional Comparado pela NYU. Trabalhou por quase vinte anos no Banco Mundial em Washington e, após se aposentar em 2003, dedicou-se à curadoria de artes. Entre seus projetos de destaque está a exposição CONSCIÊNCIA, do artista peruano Ivan Ciro Palomino — produzida pela ONU e realizada no Centro Cultural Correios RJ entre 2019 e 2020, com 143.524 visitantes. É também idealizador do projeto IMERSÕES MS, com residência do artista Carlos Vergara na Serra da Bodoquena.
Alê Teixeira é paranaense, odontólogo radicado no Rio de Janeiro, com duas décadas dedicadas ao design e à iluminação de exposições. Responsável pela expografia da mesma exposição CONSCIÊNCIA da ONU, integra com Bertão a ENTREARTE, consultoria voltada a artistas visuais. Juntos, já participaram de projetos com obras de mais de 50 artistas.
Serviço
Exposição “Tramas”
Artista: Patrícia Secco
Curadoria: Carlos Bertão
Design expográfico: Alê Teixeira
Abertura: 25 de março de 2026
Visitação: 25 de março a 09 de maio de 2026
Horário: terça a sábado, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro — salas I e II, 3º andar — Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Entrada: gratuita | Censura livre
Acessibilidade: adaptado para pessoas cadeirantes
Como chegar: Metrô (estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (pontos próximos da Rua Primeiro de Março, Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (estação Central + VLT até Av. Rio Branco/Uruguaiana).
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem (@paulasoaresramagem)
Foto: Divulgação









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