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Peça Desconexão aborda saúde mental em sessões gratuitas na Olido

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A exaustão contemporânea e o avanço dos transtornos psicológicos ganham os palcos em montagem que investiga as raízes da ansiedade e da depressão nas rotinas atuais.

O espetáculo Desconexão retorna aos palcos para duas apresentações especiais integradas à campanha do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e prevenção do suicídio. A produção aborda o impacto de diagnósticos como depressão, ansiedade e burnout no cotidiano, propondo caminhos poéticos e reflexivos em busca de alívio para o sofrimento psíquico contemporâneo.

Nessa peça, lançamos foco nas gerações Millenium e Z, que são atravessadas pela ansiedade de uma maneira muito intensa e específica.

A pesquisa desenvolvida pela Cia. Lágrima de Teatro parte de um panorama crítico evidenciado por levantamentos globais. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam o Brasil como o segundo país no ranking mundial com maior índice de transtornos de ansiedade, somando mais de 16 milhões de pessoas. Complementarmente, registros do Ministério da Saúde indicam a maior taxa de depressão da América Latina no território nacional, alcançando cerca de 11 milhões de diagnósticos.

O labirinto interior e as pressões coletivas

A dramaturgia concebida por Dan Elias, que também atua na montagem, constrói uma narrativa ambientada diretamente na mente de uma pessoa em declínio depressivo. Para estruturar o texto, o autor utilizou como base referências de 4:48 Psicose, da dramaturga inglesa Sarah Kane, somadas aos conceitos de Sociedade do Cansaço, obra do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han.

Em cena, uma única personagem ganha representação fragmentada por meio de três artistas, conduzindo o público pelos cômodos do próprio pensamento entre memórias e traumas. A encenação expõe sentimentos como angústia, medo e euforia, destacando a relevância do suporte terapêutico diante de estruturas que normalizam a sobrecarga coletiva e individualizam culpas.

Acompanhada por uma trilha sonora executada ao vivo, a narrativa articula a expansão das doenças da mente à hiperconexão digital e à precarização das relações de trabalho. O enredo confronta o espectador com a solidão generalizada, propondo uma escolha entre a permanência nos padrões de esgotamento ou a transformação da percepção sobre a própria existência.

Trajetória e apresentações

Após estrear durante o Mês da Psicologia no Centro Cultural Olido e realizar sessão especial na II Jornada Senac de Psicologia do Senac Tiradentes para estudantes e especialistas da área, a obra amplia seu calendário com sessões aos sábados, nos dias 5 e 12 de setembro.

Serviço


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