A convergência entre saberes ancestrais, linguagens periféricas e inovação digital ganha espaço gratuito no Rio de Janeiro com a nova temporada do centro cultural no Flamengo.
Reunindo criações de 12 estados e cinco regiões do país, o Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia abre uma série de projetos artísticos inéditos viabilizados pela chamada pública Brasilidades & Futuros. Com direção artística de Batman Zavareze na abertura, as atividades integram música, teatro e artes visuais com foco na diversidade e circulação cultural.
Dar início ao novo programa artístico é celebrar a multiplicidade de vozes que constroem o Brasil. Na convergência entre arte, tecnologia e saberes diversos, o centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia abre as portas para narrativas provocativas e transformadoras.
Imersão visual e cosmologias originárias
Nas artes visuais, a Galeria 2 recebe a exposição baiana Nhe´ẽ Se – Desejo de Fala, com curadoria de Sandra Benites, da etnia Guarani-Nhandeva. A mostra coletiva articula ambientes sensoriais e reúne obras de 13 artistas indígenas contemporâneos, entre eles Daiara Tukano, Aislan Pankararu, Glicéria Tupinambá e Xadalu Tupã Jekupé, costurando reflexões sobre território, resistência e fluxos de memória.
Simultaneamente, a Galeria 3 apresenta a instalação multimídia Imunidade, concebida pelas artistas curitibanas Cândida Monte e Milla Jung. A videoperformance de 26 minutos explora paisagens sonoras, jogral vocal com a presença de 15 mulheres-artistas e microfones abertos para que o público participe da composição ao vivo diante de partituras e projeções.
Encontros sonoros e experimentações eletrônicas
O Festival Brasilidades & Futuros Música abre o palco com o duo paraense Uaná System, formado por Waldo Squash e Luan Rodrigues. A apresentação funde ritmos amazônicos como carimbó, siriá e lundu com graves de sintetizadores em uma performance com projeções reativas em tempo real. Em seguida, as 22 integrantes do hub criativo #estudeofunk apresentam o espetáculo Donas do Baile, celebrando a estética dos bailes de favela e a potência feminina na Baixada Fluminense.
A pesquisa de timbres segue com o músico Sergio Krakowski no projeto solo Boca do Tempo, no qual o pandeiro brasileiro funciona como interface computacional capaz de disparar imagens e efeitos que respondem aos movimentos do corpo. Completando a programação sonora, o produtor e DJ mineiro Vhoor apresenta a performance De Keke!, utilizando algoritmos de reatividade sonora e videomapping para traduzir a pulsação do funk de Belo Horizonte em feixes de luz.
Reflexão cênica sobre o colapso ambiental
Na vertente de artes cênicas, o Grupo Armatrux comemora 35 anos de estrada com o espetáculo adulto Mordida Exploratória, sob direção de Amora Tito. A montagem cruza dramaturgia imagética e teatro visual ao adotar a metáfora de sacolas plásticas à deriva no oceano para debater consumo, permanência e crise ambiental.
Serviço
- Local: Rua Dois de Dezembro, 63
- Show Uaná System: 28 de agosto, às 20h15 (Térreo)
- Show #estudeofunk – Donas do Baile: 28 de agosto, às 21h15 (Teatro Petrobras Futuros)
- Show Boca do Tempo (Sergio Krakowski): 29 de agosto, às 20h15 (Teatro Petrobras Futuros)
- Show De Keke! (DJ Vhoor): 29 de agosto, às 21h15 (Térreo)
- Exposição Nhe´ẽ Se: Desejo de Fala: 28 de agosto a 11 de outubro (quarta a domingo, das 11h às 20h, Galeria 2)
- Exposição Imunidade: 28 de agosto a 11 de outubro (quarta a domingo, das 11h às 20h, Galeria 3)
- Peça Mordida Exploratória: 3 a 14 de setembro (exceto dia 10; quintas e sextas às 19h; sábados e domingos às 16h e 19h)
- Oficina Dramaturgias Pulsantes e Urgentes: 5, 6, 12 e 13 de setembro, das 11h às 13h
- Ingressos: Retirada gratuita via Sympla
- Canais oficiais: petrobrasfuturos.org.br | instagram.com/petrobrasfuturos/ | tiktok.com/@petrobrasfuturos | facebook.com/petrobrasfuturos

