Uma nova leva de experiências artísticas ocupa o Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, reunindo 30 projetos gratuitos que atravessam linguagens e regiões do país até maio de 2027.
A programação nasce da chamada pública Brasilidades & Futuros, realizada pelo Instituto Futuros com patrocínio da Petrobras via Lei Rouanet. Ao todo, são projetos de 12 estados, representando as cinco regiões do Brasil, que passam a integrar a agenda do centro cultural no Flamengo entre agosto de 2026 e maio de 2027.
“Queremos que nosso espaço seja um lugar onde os diversos Brasis possam se ver, se reconhecer e se encontrar por meio da arte e da inovação.”
A declaração é de Carla Uller, diretora de Programas e Projetos do Instituto Futuros, que destaca o caráter plural da curadoria. A proposta combina exposições, espetáculos, shows e instalações imersivas em uma programação inteiramente inédita no Rio.
Quando o teatro vira tecnologia sensorial
Nas artes cênicas, os projetos exploram o cruzamento entre corpo, imagem e tecnologia. Obras como “Desmonumento”, do Ceará, e “Agreste”, também cearense, utilizam realidade virtual, sensores e projeções para criar experiências imersivas que deslocam o teatro tradicional.
Temas como crise ambiental, ancestralidade afro-brasileira e identidade aparecem em diferentes abordagens. Há ainda propostas que incorporam acessibilidade como parte da dramaturgia, além de espetáculos voltados tanto ao público adulto quanto infantil.
Exposições que reposicionam narrativas
As artes visuais seguem uma linha de pensamento decolonial e afroindígena. Projetos como “Nhe´ ẽ Se – Desejo de Fala”, com curadoria de Sandra Benites, e o acervo do Zumvi reforçam a presença de artistas indígenas e negros em diálogo com tecnologia e memória.
Instalações imersivas, como “Terra Anfíbia”, investigam relações entre corpo, território e ecologia. Já “De onde venho”, de Priscila Rooxo, traz a Baixada Fluminense para o centro do debate ao abordar racismo ambiental e memória urbana.
Som, território e experimentação
Na música, a programação se organiza em quatro festivais de instrumental contemporâneo, reunindo 16 atrações. O recorte prioriza cenas periféricas e não hegemônicas, com gêneros que vão do afrobeat ao funk, passando por free jazz e eletrônica.
Entre os destaques estão o projeto “De Keke!”, do produtor VHOOR, que traduz o funk mineiro em performance audiovisual, e “#estudeofunk – Donas do Baile”, protagonizado por 22 mulheres. Também aparecem experiências que conectam ancestralidade e tecnologia, como o “carimbó digital” do Uaná System.
Um espaço para múltiplos futuros
O Centro Cultural Petrobras Futuros mantém uma programação contínua voltada ao hibridismo artístico. O espaço abriga galerias, teatro, bistrô e o Musehum, dedicado à história das tecnologias de comunicação no Brasil.
A nova curadoria reforça essa vocação ao reunir práticas colaborativas, linguagens experimentais e diferentes visões de país. A entrada é gratuita em toda a programação.
Serviço
- Local: Centro Cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia
- Período: agosto de 2026 a maio de 2027
- Entrada: gratuita
- Site: http://petrobrasfuturos.org.br/
- Instagram: http://instagram.com/petrobrasfuturos/
- TikTok: http://tiktok.com/@petrobrasfuturos
- Facebook: http://facebook.com/petrobrasfuturos
