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Pré-estreia de Diva Futura leva debate sobre corpo e poder

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Filme resgata uma era em que o erotismo virou fenômeno de massa e propõe debate direto com o público após as sessões.

O projeto Filme Exclusivo do Mês, do Reserva Cultural, promove a pré-estreia de Diva Futura no dia 15 de julho, com sessões seguidas de debate em duas cidades. Em Niterói, a exibição acontece às 19h; em São Paulo, às 19h30. A proposta é expandir a experiência do cinema com discussões sobre os temas centrais do longa.

Dirigido por Giulia Louise Steigerwalt, o filme é uma cinebiografia de Riccardo Schicchi, fotógrafo e produtor que fundou uma agência responsável por transformar o entretenimento adulto na Itália. A obra integrou a Seleção Oficial em Competição do Festival de Veneza 2024.

Era um momento em que essas mulheres reivindicavam liberdade sobre seus corpos e suas escolhas, algo que hoje ainda provoca debate.

A fala é da atriz Barbara Ronchi, que esteve no Reserva Cultural Niterói durante o Festival de Cinema Europeu Imovision, em abril. No elenco, ela interpreta Debora Attanasio, autora do livro que inspirou o roteiro, ao lado de Pietro Castellitto no papel de Schicchi.

Quando o erotismo virou linguagem de massa

A narrativa acompanha a relação de Schicchi com figuras como Cicciolina, Moana Pozzi e Eva Henger, reconstruindo um período em que erotismo, mídia e política se cruzaram de forma inédita. O filme investiga como essas trajetórias tensionaram noções de moralidade e liberdade.

Entre provocação e controvérsia, a obra destaca o protagonismo feminino em um contexto marcado por disputas simbólicas sobre o corpo e a autonomia. O tema segue atual e orienta os debates programados após as sessões.

Debates ampliam a experiência

Em Niterói, participam da conversa Anna Esser, professora da UFRJ e pesquisadora das relações entre gênero e desigualdades históricas, e Nathalia Gomes, doutora pela PUC-Rio e professora da UFF, com atuação em cinema, arte e sociedade.

Na sessão de São Paulo, o debate será mediado por Francisco Carbone, jornalista, crítico e membro da Abraccine, e pela psicóloga Daniela Pedroso, mestre em Saúde Materno-Infantil e integrante do perfil Cinemeiras.

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