A educação como instrumento de transformação social ganha mais um capítulo de prestígio com a classificação da professora Guilhermina Rocha para a Academia Riostrense de Letras, coroando um trabalho focado na formação cidadã e no futuro de jovens negros.
Com uma trajetória marcada por ações que unem a literatura à valorização da cultura afro-brasileira, a professora Guilhermina Rocha passa a integrar a Academia Riostrense de Letras, em Rio das Ostras. O resultado final do processo seletivo para os membros fundadores da instituição literária foi publicado na mais recente edição do Jornal Oficial do município, formalizando a entrada da educadora.
Acredito na força da literatura para transformar vidas e ampliar horizontes.
A escolha para a cadeira na Academia reflete uma vida inteira dedicada ao desenvolvimento social através dos livros. Em parceria com o Cepro, na localidade do Âncora, a educadora atua diretamente com crianças e adolescentes. Esse projeto busca ampliar as perspectivas educacionais, estimulando o reconhecimento da diversidade e da história da população negra de forma permanente.

O impacto do letramento no acesso ao Ensino Superior
O esforço rendeu frutos transformadores e mensuráveis. O incentivo constante fez com que dezenas de estudantes conseguissem ingressar na universidade. O movimento liderado pela professora ajuda a criar novas possibilidades reais de formação e inserção profissional para uma juventude que, antes, tinha horizontes limitados.
Além do ensino formal, a democratização do acesso aos livros sempre foi o alicerce do seu trabalho. Ao lado de outros parceiros da educação, ela atuou na criação da Biblioteca Popular Patativa do Assaré, consagrada hoje como a maior biblioteca popular da região.
Valorização da pluralidade cultural nas letras
A definição dos integrantes da Academia foi conduzida pela Comissão Organizadora Provisória, amparada pela legislação municipal aprovada em junho de 2025. Após a análise criteriosa e consolidação de pontuações das candidaturas, a lista final abriu caminho para os trâmites administrativos que vão oficializar a instalação do espaço cultural.
Para a autora e educadora, a notícia representa a materialização de um esforço coletivo. “Receber essa notícia é motivo de muita emoção e gratidão. Meu trabalho com crianças e jovens, especialmente na formação antirracista, reforça todos os dias a importância de valorizar nossas raízes, nossa história e a diversidade que nos constitui. Espero contribuir para que a Academia seja também um espaço de valorização da pluralidade”, conclui Guilhermina.
