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Programa leva axé à TV e confronta o racismo religioso

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No ar desde abril, Café com Axé transforma manhãs da TV ao discutir espiritualidade e enfrentar o racismo religioso com diálogo direto.

O som dos atabaques rompeu a rotina das manhãs televisivas e abriu espaço para um debate ainda raro na TV aberta: a vivência das religiões de matriz africana. Desde o dia 13 de abril, o programa Café com Axé, comandado por Pai Wesley de Ogum, vem construindo um território de escuta, consciência e espiritualidade na grade da TV Barigui.

Exibido às segundas, quartas e sextas-feiras, às 9h, o programa não se limita à tradição religiosa. Pelo contrário, conecta ensinamentos ancestrais com questões do cotidiano, como ansiedade, prosperidade e relações humanas. Ao mesmo tempo, traz para o centro da conversa um tema urgente: o racismo religioso.

Espiritualidade como prática cotidiana

Mais do que um programa informativo, o Café com Axé se estrutura como uma roda de conversa. A proposta é simples, mas potente: aproximar o público de reflexões espirituais que dialogam diretamente com a vida prática.

Entre os quadros exibidos, o formato reforça essa conexão com diferentes dimensões da experiência humana. Não há distanciamento — há troca.

Essa diversidade de quadros ajuda a sustentar o ritmo da atração e amplia o alcance do conteúdo, mantendo o público engajado ao longo dos episódios.

Combate ao racismo religioso ganha espaço

Em um país onde a intolerância religiosa ainda se manifesta de forma recorrente, o programa assume um papel que vai além do entretenimento. Ele atua como ferramenta de conscientização.

Ao abordar o racismo religioso de forma direta, o Café com Axé contribui para ampliar o entendimento sobre as religiões de matriz africana e reforça a importância da liberdade de crença. Mais do que isso, fortalece a valorização de raízes culturais que são parte essencial da identidade brasileira.

“A comunicação também é um caminho de cura, respeito e consciência espiritual.”

Crescimento de audiência e impacto digital

Mesmo com pouco tempo no ar, o programa já demonstra uma conexão consistente com o público. A audiência cresce gradativamente, com destaque para as segundas e quartas-feiras, quando os picos de alcance são mais expressivos.

O perfil da audiência revela um equilíbrio: 55% de homens e 45% de mulheres. Além disso, a faixa etária predominante está entre 35 e 45 anos, seguida pelo público de 45 a 54 anos.

Nas redes sociais, o reflexo é imediato. Apenas em abril, os conteúdos ligados ao programa impactaram mais de 180 mil pessoas. Curitiba, Campo Largo e Pinhais concentram a maior parte desse alcance, mostrando a força regional da atração — que, aos poucos, expande suas fronteiras.

Quem é Pai Wesley de Ogum

À frente do projeto está um nome com trajetória consolidada. Pai Wesley de Ogum atua há mais de 15 anos como sacerdote, escritor e orientador espiritual.

Autor do livro Despertar da Alma: Uma Jornada Espiritual, ele também é fundador do Templo Caminho das Águas Encantadas, localizado na região metropolitana de Curitiba. No espaço, realiza atendimentos espirituais presenciais e à distância, atendendo pessoas de todo o Brasil e também do exterior.

Essa experiência prática se reflete diretamente na condução do programa, que combina conhecimento, vivência e linguagem acessível.

Além da TV: presença multiplataforma

Embora exibido na TV Barigui — canal fechado com alcance em Curitiba e região metropolitana —, o Café com Axé não se limita à televisão. O conteúdo também está disponível no YouTube, pelo canal @Cafecomaxe_tv, e no site oficial da emissora.

Essa estratégia amplia o alcance do programa, permitindo que o debate ultrapasse barreiras geográficas e alcance públicos em todo o Brasil e no exterior.

Ao ocupar esses espaços com espiritualidade, representatividade e informação, o programa consolida um movimento importante: o de tornar visíveis vozes historicamente silenciadas.


Serviço


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Foto: Divulgação
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