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Rafael Kamada leva projeto solo à ArtRio após esgotar obras em feira

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A transição constante entre elementos da natureza e a pura abstração visual conduz o solo de Rafael Kamada na ArtRio 2026, marcando uma fase decisiva de consolidação de sua pesquisa pictórica no circuito nacional.

O retorno do artista paulistano ao centro da programação expositiva ocorre logo após a venda de todas as telas apresentadas pela Claraboia na SP-Arte Rotas. Na feira carioca, a galeria paulistana une forças com a carioca Refresco para ocupar o estande S2 com pinturas que investigam cor, gesto, densidade e espaço tridimensional.

A pintura oscila entre aquilo que o olhar reconhece e aquilo que se desfaz em cor, textura e gesto, sem estabelecer uma separação definitiva entre figuração e abstração.

Nas telas de Rafael Kamada, formas associadas a folhagens, fluxos de água e horizontes abertos nunca se fixam como figurações estáticas. As camadas de tinta a óleo revelam o próprio percurso do trabalho: áreas de transparência convivem com densas sobreposições matéricas, preservando correções e desvios de rota como partes indissociáveis da composição.

Rafael Kamada leva projeto solo à ArtRio após esgotar obras em feira
Foto: Julia Thompson

Processo aberto e projeção internacional

Nascido em 1993 na capital paulista, o pintor intensificou sua circulação institucional e comercial recentemente. Ainda em 2026, realizou a mostra individual “After a Few Seasons” na Storage, em Nova York, além de participar da coletiva “Abstract Paintings” na Scroll NYC e da mostra “Morar na cor”, sediada na Flexa, no Rio de Janeiro.

A trajetória recente inclui também participações expressivas ao longo de 2025, como as coletivas “Ponto de mutação”, na galeria Almeida & Dale, e “O silêncio da tradição: pinturas contemporâneas”, organizada no Centro MariAntonia da USP, além de integrar a exposição “Mais Brincar” no espaço da Galeria Refresco.

Consolidação de elenco e fomento a novos talentos

A exibição individual coincide com a estruturação formal do primeiro time de representação continuada da Claraboia, fundada em maio de 2025. Ao lado de Kamada, figuram nomes como Ana Sant’Anna, Bernardo Liu, Emer Freire, Hugo Sá, Jane Batista e Samara Paiva, refletindo o projeto curatorial voltado a aproximar vozes fora do eixo hegemônico, com atenção especial às produções do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

A participação no evento carioca ocorre paralelamente à reta final do 1º Prêmio Claraboia de Arte Contemporânea. Com encerramento programado para 21 de setembro, a chamada pública selecionará um artista brasileiro em início de carreira para receber R$ 50 mil e uma exposição individual na sede paulistana em 2027.

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