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Rio Cello faz 32 anos com Cello Kids e Cello Dance de graça no Rio

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Por nove dias, jardins, igrejas e museus do Rio de Janeiro viram palco de um dos maiores encontros de violoncelo do país, e a entrada é sempre de graça.

O que começou como um encontro informal de violoncelistas se transformou, ao longo de mais de três décadas, em um festival que ocupa ruas, praças, igrejas e museus. O Rio Cello chega à 32ª edição entre os dias 8 e 16 de agosto, espalhado por espaços do Rio de Janeiro, e antes disso passa por Volta Redonda, nos dias 6 e 7 de agosto. Como sempre, toda a programação é gratuita.

A edição deste ano tem duas celebrações centrais: a estreia do Cello Kids, programação dedicada às crianças, e os 20 anos do Cello Dance, vertente que mistura violoncelo e movimento. A abertura, no dia 8, às 11h, nos Jardins do Museu da República, reúne o cellista Lui Coimbra — em sua primeira aparição no festival — e a bailarina Chris Cecconelo em uma homenagem a Tom Jobim e Vinicius de Moraes. O encerramento, no dia 16, também às 11h, tem Bettina Dalcanale interpretando “O Canto do Cisne Negro”, de Villa-Lobos, ao som do violoncelo de David Chew, idealizador do projeto.

Chegar aos 32 anos do Rio Cello é a prova de que a música transforma, resiste e floresce onde é plantada. Nesta edição, celebramos duas décadas do Cello Dance e damos as boas-vindas ao Cello Kids, porque acreditamos que o futuro da música começa nos ouvidos e nas mãos das crianças. Nosso palco sempre foi a cidade, e nosso público, todas as pessoas.

Uma escolinha de música debaixo das árvores

A grande novidade da edição é o Cello Kids, pensado para colocar a música de concerto ao alcance das crianças desde cedo. No dia 15 de agosto, das 11h às 12h, o Museu da República recebe a Escolinha de Música Rio Cello, projeto de formação que o festival mantém durante todo o ano. Na sequência, das 13h às 16h, acontece a Oficina Cello Kids, no Espaço Educação e nos jardins do museu, com a participação de cellistas mirins, além da apresentação do Coral das Marés.

“Queremos incentivar os pequenos a tocar em conjunto, nessa grande família de violoncelos. Villa-Lobos tinha um bloco de carnaval que incentivava as crianças, então queremos preservar esse espírito no festival. A cultura começa desde pequeno”, diz David Chew.

Quando o violoncelo aprendeu a dançar

Criado para unir violoncelo e movimento, o Cello Dance completa 20 anos e já saiu dos teatros para ocupar estações de metrô, praças, museus e palcos ao ar livre — sempre com o público como parte da cena. Na abertura, além de Lui Coimbra, Karolin Broosch e Thiago Cosmo, sobem ao palco o grupo Amores do Rio, a Camerata Laranjeiras e os corais Cantos da Urca e Cantos do Largo, sob regência do maestro Jonas Hammar.

O encerramento, no dia 16, reúne vários números em sequência no gramado do museu. Bettina Dalcanale, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e primeira a dançar no Cello Dance, divide o palco com David Chew ao lado das pianistas Fernanda Canaud e Claudia Tolipan, o grupo Cello Popular — formado por Lauro Lira, Dave Haughey, David Chew e Mateus Ceccato — e os bailarinos Danilo D’Alma e Will Freitas. O multi-instrumentista DJ Muralhex também se apresenta, assim como a obra “Três Filósofos”, composta por Dave Haughey especialmente para o festival.

Do barroco ao tango, uma semana inteira de encontros

Entre os dias 8 e 15 de agosto, os concertos diários passam pelo Museu da República, Espaço Cenáculo, Sala Cecília Meireles, Igreja da Candelária e Casa Museu Eva Klabin. No dia 9, o programa “Bach a Tango” reúne Blas Rivera, David Chew, Bernardo Fantini e a soprano Juliana Franco. No dia 10, é a vez de “Bach a Radamés Gnattali”, com Glenda Carvalho e Fabio Adour. No dia 11, o Trio in Uno mistura música popular e improvisada, e no dia 12 o palco recebe Kayami Satomi e o Quarteto de Cellos.

A quinta-feira, dia 13, tem agenda tripla: o Duo Salles Geiger apresenta “De Barrière a Caymmi”, a Casa Museu Eva Klabin recebe o encontro entre Mauro Senise, Gilson Peranzzetta e David Chew, e o Espaço Cenáculo mergulha no Cello Baroque. Na sexta, dia 14, o duo Lars Hoefs e Aline Alves divide a tarde com o Quarteto Fernando Trocado, e à noite o Cello Popular reúne Dave Haughey, Maria Clara Valle, Mateus Ceccato e Lauro Lira.

A única noite com ingresso pago do festival

No dia 15 de agosto, às 17h, a Sala Cecília Meireles recebe a Violonsalada, encontro que reúne um ou dois números de cada artista da edição, anunciados apenas no palco. É a última chance de ver reunida a constelação de cellistas do festival, entre eles Dave Haughey, Glenda Carvalho, Hugo e Emanuel Pilger, Lauro Lima, Maria Clara Valle e Lui Coimbra, além do duo Lars Hoefs e Aline Alves, da soprano Juliana Franco e dos bailarinos de tango Cecilia Gonzalez e Luciano Bastos. É a única apresentação com ingresso pago de toda a programação: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Antes do Rio, o palco é de Volta Redonda

O festival abre nos dias 6 e 7 de agosto em Volta Redonda, com o Cello Cinema, projeto que une música e imagem com o duo Blas’nChew, a soprano Juliana Franco, o Lindarte Piano Quartet e o cellista americano Dave Haughey. A cidade também mostra ao Rio um de seus tesouros: a Orquestra de Cordas de Volta Redonda, que reúne cerca de 4 mil alunos e reprisa sua apresentação na Igreja da Candelária no dia 12 de agosto, sob regência de Sarah Higino.


32 anos de um palco que virou a cidade inteira

Em três décadas, o Rio Cello já reuniu uma média de 300 artistas por edição, cerca de 10 mil ao longo de sua história, e um público que ultrapassa 500 mil pessoas ao vivo. O festival já passou por mais de 500 locais pelo Brasil, do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, do Palácio Itamaraty às quadras da Mangueira e da Beija-Flor, de estações do MetrôRio a comunidades como o Complexo da Maré, Pavão-Pavãozinho e Dona Marta.

A programação completa e atualizada é divulgada nas redes do festival, @riocellooficial.

Serviço

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