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Rio Madeira vira rota de cinema e oficinas em comunidades amazônicas

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Uma caravana percorre o Rio Madeira para levar cinema, formação audiovisual e acessibilidade a comunidades de Borba e Nova Olinda do Norte, no Amazonas.

O Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual embarca de Manaus neste sábado (11) para uma viagem de aproximadamente 17 horas de barco até Borba. Durante seis dias, a iniciativa realizará sessões gratuitas de filmes brasileiros, oficinas de produção audiovisual e ações de acessibilidade comunicacional nos dois municípios.

Realizado pelo Coletivo Vozes da Periferia, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o circuito prevê quatro sessões de cinema e quatro oficinas. A expectativa é alcançar centenas de moradores durante a circulação.

“Mais do que exibir filmes, queremos incentivar as comunidades a registrarem suas próprias histórias e fortalecerem sua identidade por meio do cinema.”

Filmes e celulares entram na rota do Madeira

A programação inclui os filmes Rio 2, WALL-E e Amazônia – O Despertar da Florestania. Já a oficina “Olhar Ribeirinho” propõe uma iniciação audiovisual por meio de dispositivos móveis, aproximando participantes das possibilidades de produzir e registrar narrativas com o celular.

Para Ernan Passos, idealizador do projeto, o percurso pelo rio amplia as possibilidades de circulação cultural em territórios que enfrentam dificuldades para acessar iniciativas desse tipo.

“O Rio Madeira sempre foi um caminho por onde circulam pessoas, mercadorias e histórias. Queremos que ele também seja um caminho para a circulação da cultura e do audiovisual”, afirma.

A proposta é fazer da memória uma ferramenta

As atividades contarão com legenda descritiva e tradução em Libras. A equipe é formada por Ernan Passos, na coordenação geral; Daniel Ramos, na coordenação financeira e produção; Victor Cabral, responsável pelas oficinas e acessibilidade; e Neide Barbosa, na logística e mobilização comunitária.

Segundo Ernan, o projeto pretende criar uma continuidade nas comunidades participantes. “Quando uma pessoa aprende que pode produzir um vídeo com o próprio celular e contar a história da sua comunidade, ela passa a enxergar o audiovisual como uma ferramenta de memória, educação e transformação social”, explica.

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